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Pastora sugere rever doações de igrejas a eleitores de Lula

Montagem com a pastora Danielle Barreto e Lula segurando uma bandeira do Brasil
Montagem com a pastora Danielle Barreto e Lula segurando uma bandeira do Brasil. Foto: Reprodução

A pastora Danielle Barreto sugeriu que igrejas evangélicas reavaliem a entrega de cestas básicas, roupas e outros benefícios sociais a pessoas que apoiaram a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração consta de um vídeo gravado em Luanda, capital de Angola, e publicado no Instagram. Com informações de Fuxico Fospel.

Na gravação, Danielle criticou eleitores de esquerda que, na avaliação dela, atacam igrejas e lideranças cristãs, mas recorrem às instituições religiosas para obter assistência. “É muito fácil defender o comunismo e depois na igreja receber uma cesta básica”, afirmou.

A líder religiosa relacionou a proposta ao resultado da eleição presidencial e disse ter recebido informações sobre empresas que estariam suspendendo doações e benefícios após a vitória de Lula. Ela não apresentou nomes de empresas nem detalhes sobre esses supostos cortes.

“Eu acho que todas as empresas e até os benefícios que as igrejas promovem, eles precisam ser reavaliados”, declarou Danielle. A fala associa a posição política dos fiéis ao acesso a ações assistenciais promovidas por congregações.

Pastora não citou igrejas que tenham suspendido doações

Danielle reconheceu que a assistência cristã deve atender pessoas em situação de vulnerabilidade, como pobres, viúvas e órfãos. Em seguida, voltou a questionar pessoas que, segundo ela, preferem “depender” de benefícios sociais.

A pastora não apresentou uma orientação formal para que igrejas interrompam as doações a eleitores de Lula. Ela também não citou instituições que tenham deixado de distribuir alimentos por motivo político.

No mesmo pronunciamento, Danielle acusou Lula de enganar a população e disse ter recebido a informação de que o governo federal acabaria com o benefício do gás de cozinha. A alegação circulou sem indicação de fonte oficial.

O Ministério do Desenvolvimento Social negou cortes no programa Gás do Povo e informou que a distribuição de recargas gratuitas continua normalmente.