
Rafael Fonteles (PT-PI), Dario Durigan, Bruno Moretti e Geraldo Alckmin aparecem entre os nomes cotados para comandar o Ministério da Fazenda no quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a partir de 2027. A escolha ganhou atenção do mercado financeiro após a vitória eleitoral de Lula, em 25 de outubro. Com informações do Metrópoles.
Durigan ocupa atualmente o comando da pasta, depois de Fernando Haddad deixar o cargo no começo do ano para disputar o governo de São Paulo. Para o mercado financeiro, o futuro titular terá entre os desafios ajustar as contas públicas, organizar o Orçamento e sustentar a credibilidade fiscal do governo.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, ganhou força nas especulações por sua proximidade com Lula durante o segundo turno da campanha. Formado em matemática pela Universidade Federal do Piauí, ele já foi secretário de Fazenda estadual e presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal.
Fonteles afirmou em entrevistas que não discutiu a possibilidade com o presidente. A eventual saída do governador enfrenta resistência porque ele venceu a reeleição em primeiro turno, com 70,90% dos votos, o maior percentual alcançado por um governador brasileiro na disputa.

Durigan, Moretti e Alckmin também são considerados para a área econômica
Dario Durigan é visto como um nome de confiança de Lula e com interlocução no mercado financeiro. Antes de assumir a Fazenda, ele foi secretário-executivo da pasta durante a maior parte do terceiro mandato de Lula e trabalhou na Advocacia-Geral da União.
O atual ministro também atuou como diretor de políticas públicas do WhatsApp no setor privado. Ao comentar as especulações, Durigan classificou Fonteles como um “excelente nome” para a Fazenda e disse que ainda não conversou com Lula sobre seu próprio futuro no cargo.
Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, é outro cotado. Economista formado pela Universidade Federal Fluminense e servidor da carreira do ministério desde 2004, ele passou pela Casa Civil e pelo conselho da Petrobras, além de manter trânsito no Congresso e no mercado.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também integra a lista. Seu perfil técnico e sua atuação nas negociações sobre tarifas com os Estados Unidos ampliaram as menções ao seu nome, embora a agenda da Vice-Presidência possa limitar sua disponibilidade para a rotina de negociações da Fazenda com Congresso e mercado.