
O Partido Novo afirmou ter conquistado 2,2 mil filiados em 24 horas depois de declarar publicamente que não reconhece a vitória do presidente Lula (PT). A sigla atribuiu o crescimento à repercussão de sua posição e mantém ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa vencedora. Com informações de Folha de S.Paulo.
O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, disse que o partido se tornou o único a adotar publicamente esse posicionamento. A afirmação da legenda ocorreu na noite de sábado (31).
Ribeiro afirmou que o Novo não questiona a legitimidade das urnas eletrônicas nem a vontade dos eleitores. “Não estamos questionando as urnas nem a vontade dos eleitores. Estamos questionando os meios utilizados para chegar ao resultado”, disse.
A legenda move três Ações de Investigação Judicial Eleitoral no TSE e pede a cassação da chapa formada por Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
As ilegalidades do PT começaram ainda antes do período eleitoral.
O Partido Novo estava de olho, confira nossas denúncias: https://t.co/4OtXVJVuK5
— NOVO 30 (@partidonovo30) October 30, 2026
Novo questiona uso da máquina pública em ações no TSE
As ações apresentadas pelo partido tratam de suposto abuso de poder econômico e político durante o ano eleitoral. O Novo sustenta que episódios e medidas adotados no período teriam favorecido os candidatos à reeleição.
Ribeiro disse que uma eleição não pode ser considerada justa diante de suspeitas sobre o uso da estrutura estatal. “Uma eleição não pode ser considerada justa quando há suspeitas de uso da máquina pública para favorecer quem está no poder”, afirmou.
Ao separar suas acusações do sistema de votação, o Novo declarou que sua contestação se concentra no uso de recursos públicos e da estrutura do Estado, e não na apuração dos votos pelas urnas eletrônicas.
As três ações seguem sob análise do TSE. O tribunal ainda não tomou uma decisão sobre os pedidos de cassação apresentados pelo partido.