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“Dark Horse”: filhos nos EUA e Jair preso ameaçam presença do clã em eventual estreia

Dark Horse foi financiado por Vorcaro

O filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) financiada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, poderá ter uma pré-estreia brasileira marcada pelas ausências de seus principais personagens políticos. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, enquanto seus filhos Flávio e Eduardo estão nos Estados Unidos. Até o momento, não há data, local ou lista oficial de convidados para uma eventual sessão de lançamento no país. As informações são da coluna de Lauro Jardim, no Globo.

O impedimento mais evidente envolve o próprio ex-presidente, personagem central da cinebiografia. Condenado por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro cumpre pena em regime domiciliar, sob restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Sua participação em uma eventual exibição dependeria de autorização judicial.

Flávio Bolsonaro, um dos principais articuladores do financiamento da obra, também está fora do Brasil. O senador deixou o país depois de perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno de 25 de outubro. Ele chegou a Miami na quarta-feira (28), após passar pela Argentina e pelo Equador, apesar de uma determinação judicial que o proibia de sair do território brasileiro.

Eduardo Bolsonaro, que já estava nos Estados Unidos antes da eleição, é outra ausência provável em uma eventual sessão brasileira. O ex-deputado também aparece nas investigações relacionadas ao financiamento do longa, que buscam esclarecer a movimentação de recursos enviados ao exterior.

Flávio Bolsonaro (PL)

Apesar das controvérsias envolvendo a produção, Flávio demonstrou entusiasmo com o resultado. O senador classificou Dark Horse como “uma obra-prima maravilhosa” e incentivou o público a assistir ao filme, que apresenta uma versão cinematográfica da trajetória política do pai.

A produção é estrelada pelo ator americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em A Paixão de Cristo, de Mel Gibson. A direção é de Cyrus Nowrasteh, enquanto o deputado federal Mario Frias (PL-SP), ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro, participa como produtor executivo. A narrativa aborda a ascensão política do ex-presidente e episódios de sua campanha eleitoral de 2018, incluindo o atentado a faca sofrido em Juiz de Fora, Minas Gerais.