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UNE vai às ruas celebrar vitória de Lula e contra carta golpista de Flávio

UNE realiza um ato festivo, na praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Foto: Divulgação

A União Nacional dos Estudantes (UNE) realizou em 1º de novembro de 2026 um ato na praça Roosevelt, no centro de São Paulo, para celebrar a reeleição do presidente Lula (PT) e responder à carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado que deixou o país rumo aos Estados Unidos após as eleições.

Com o lema “Brasil com S: das ruas às urnas”, a mobilização reuniu apoiadores com cartazes, faixas, bandeiras e camisetas do PT e de Lula. Ambulantes também venderam bonés, camisetas e bandeiras no local.

O nome do evento faz referência ao documento de Flávio Bolsonaro, que trazia um brasão da República com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, denominação adotada pelo país no início do período republicano.

A presidente da UNE, Bianca Borges, afirmou que as mobilizações de rua tiveram papel decisivo na reeleição de Lula. A entidade planejou a comemoração ainda no domingo seguinte ao resultado eleitoral, com a proposta de ocupar espaços públicos para marcar a vitória.

A celebração também passou a contestar a carta do senador, que questionou o resultado da votação sem apresentar provas e se autodeclarou “verdadeiro presidente eleito”. O Tribunal Superior Eleitoral reconheceu o resultado das urnas, assim como observadores internacionais, o PL e partidos aliados à candidatura de Flávio.

O deputado estadual reeleito Eduardo Suplicy (PT) discursou durante o evento e elogiou a participação de jovens estudantes nas mobilizações em defesa da reeleição de Lula.

Representantes do povo Guarani do Jaraguá subiram ao palco para denunciar a violência contra povos indígenas no Brasil e citar episódios recentes em Mato Grosso do Sul investigados pela Polícia Federal. Participantes também defenderam a deportação de Flávio Bolsonaro e de seu irmão Eduardo Bolsonaro dos Estados Unidos para o Brasil.

A UNE organizou eventos em outras 17 cidades no mesmo dia. A entidade calcula que participou de ao menos 200 manifestações entre o primeiro e o segundo turnos, em três semanas de atos em universidades e nas ruas de diferentes estados.