
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode decidir nos próximos dias se autoriza um ataque nuclear contra o Irã, segundo informações divulgadas pelo jornalista estadunidense Tucker Carlson em suas redes. De acordo com seu relato, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, estaria pressionando a Casa Branca para realizar a operação, que teria como alvo uma instalação subterrânea iraniana suspeita de abrigar atividades de enriquecimento de urânio.
Carlson afirma que a decisão pode ser tomada até o próximo sábado (7). O jornalista atribui a informação a pessoas que acompanham as discussões dentro do governo americano.
O alvo seria a montanha Pickax, na região central do Irã. Segundo Carlson, a inteligência israelense sustenta que o governo iraniano retomou atividades de enriquecimento nuclear em túneis construídos sob aproximadamente 90 metros de granito.
O jornalista afirma que nenhuma arma convencional disponível no arsenal dos EUA seria capaz de atingir essas instalações. Por isso, segundo sua avaliação, a destruição dos túneis exigiria o emprego de uma arma nuclear.
Carlson também relata que Netanyahu estaria mantendo contatos frequentes com Trump para defender a operação. Uma fonte citada afirma que o primeiro-ministro israelense telefona diariamente ao presidente estadunidense para tratar do assunto.
Under pressure from Israeli prime minister Benjamin Netanyahu, the Trump administration may be within days of launching a nuclear strike on Iran. The target would be Pickax Mountain in central Iran, where Israeli intelligence claims the Iranian government has restarted its nuclear enrichment program. No conventional weapon in the American arsenal can penetrate 300 feet of solid granite to destroy the tunnels where enrichment is supposedly taking place. The only military option is a nuclear strike. Netanyahu has been pushing hard for one. “Bibi calls Trump about it every day,” says an informed observer.
Netanyahu is cornered and desperate. After last week’s election results, he can’t form a government unless Trump intervenes directly in Israeli politics and brokers a deal with other parties that gives Netanyahu 61 seats in the Knesset. Otherwise, he is out as prime minister and on his way to ignominy, investigations and possibly jail. Netanyahu must stay close to Trump. He needs this war.
To that end, he’s applied maximum pressure to his closest allies in the administration, including Secretary of Defense Pete Hegseth and CENTCOM commander Brad Cooper. Both oppose a negotiated settlement to the war they’ve so grievously mismanaged; both are pushing to restart major combat operations. Secretary of State Marco Rubio and CIA director John Ratcliffe are also following Netanyahu’s lead, as are leaders of the Democratic Party. In a recent meeting on the subject, former president Barack Obama said he opposes the current Iran peace deal being drafted in Doha.
The rest of America’s longtime allies in the Middle East are terrified by the prospect of more war. On September 27th, Netanyahu flew secretly to Abu Dhabi to enlist the UAE in his lobbying effort for a final attack on Iran. The Emiratis refused. After eight months of conflict, Gulf economies are teetering. So are global energy and fertilizer markets. They won’t recover soon. Globally, there are a total of about 850 supertankers used to transport oil from producers to the rest of the world. In October alone, 11 of them were badly damaged in Hormuz. At this pace, a global depression is imminent. A nuclear strike would radically accelerate the destruction. Fallout from a ground explosion at Pickax Mountain would contaminate the Persian Gulf, poisoning the water supply for 100 million people.
And those are just some of the immediate consequences for the region. The rest of the world is every bit as exposed. No country other than the United States has ever used a nuclear weapon in war. Some would like to. An American nuclear attack on Iran would set a new precedent. The Russians have already told at least two other governments that an American nuclear strike on Iran would free them to use nuclear weapons against Ukraine. Pakistan and India would be tempted to do the same against each other, as would North Korea against Seoul. After the first nuclear strike, World War Three is inevitable. That war would be short and final.
We’ve been sleepwalking toward this moment for months. Since February, the administration has quietly rewritten America’s nuclear doctrine to make first use of so-called “battlefield nukes” easier and therefore more likely. No one in Washington in either party seems bothered by this. Now we’re on the brink of it.
Close observers say Trump is likely to decide by next weekend whether or not to use nuclear weapons. That would be November 7, six days from now. To his credit, he’s hesitating. At the moment, Trump is listening to his vice president, JD Vance, and to his envoy and friend Steve Witkoff, both of whom argue a deal with Iran can be made.
They’re right, though it won’t be simple. The Iranians are famously frustrating to negotiate with under any circumstances, and elements of that government have become more radical since Ayatollah Ali Khamenei and his family were killed in February. After decades of isolation, even relatively moderate Iranian leaders seem confused by how decisions are made in the West. (There is a widespread belief in Tehran, for example, that the United States government controls Israel.) But overall, people who have spoken to decision-makers in Iran say there is consensus there that more war is bad for everyone and a deal is worth making.
One group that hasn’t been consulted so far is the global population — the hundreds of millions of people who will be killed along with their children if Trump is pushed by Netanyahu into launching a nuclear strike next week. Now would be the time for them to speak up.
— Tucker Carlson (@TuckerCarlson) November 2, 2026
Netanyahu pressionado por crise política em Israel
Na avaliação de Carlson, a pressão por uma nova ofensiva militar está relacionada à situação política de Netanyahu em Israel. Após os resultados eleitorais da semana passada, o primeiro-ministro enfrentaria dificuldades para reunir os 61 parlamentares necessários à formação de uma maioria no Knesset, o Parlamento israelense.
Netanyahu dependeria de uma intervenção política de Trump para negociar um acordo com outros partidos e permanecer no cargo. Caso contrário, poderia perder o comando do governo e voltar a enfrentar investigações e processos judiciais.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o comandante do Comando Central das Forças Armadas estadunidenses (Centcom), Brad Cooper, estariam entre os integrantes do governo favoráveis à retomada de grandes operações militares contra o Irã.
O secretário de Estado, Marco Rubio, e o diretor da CIA, John Ratcliffe, também estariam alinhados à posição de Netanyahu, segundo o relato. Carlson acrescenta que o ex-presidente Barack Obama teria manifestado oposição ao acordo de paz em negociação em Doha, no Catar.
Ataque nuclear poderia contaminar o Golfo Pérsico
Governos do Oriente Médio estão preocupados com a possibilidade de uma nova escalada militar. Segundo ele, Netanyahu viajou secretamente a Abu Dhabi em 27 de setembro para tentar obter o apoio dos Emirados Árabes Unidos a uma ofensiva definitiva contra o Irã, mas não conseguiu convencer as autoridades locais.
O jornalista descreve um cenário de deterioração econômica após oito meses de conflito, com impactos sobre os mercados internacionais de petróleo, energia e fertilizantes.
De acordo com seu relato, 11 superpetroleiros teriam sofrido danos graves no Estreito de Ormuz apenas em outubro. Carlson afirma que o mundo dispõe de aproximadamente 850 embarcações desse tipo e alerta para as consequências de uma interrupção prolongada do transporte marítimo de petróleo.
O risco mais grave estaria associado à contaminação radioativa provocada por uma explosão nuclear subterrânea. Um ataque à montanha Pickax poderia espalhar material radioativo pelo Golfo Pérsico e comprometer o abastecimento de água de até 100 milhões de pessoas.
Risco de guerra nuclear mundial
O jornalista também afirma que o uso de uma arma nuclear pelos Estados Unidos contra o Irã poderia estimular outros países a adotar medidas semelhantes.
Autoridades russas teriam comunicado a pelo menos dois governos que um ataque nuclear estadunidense ao Irã abriria precedente para o emprego de armas nucleares contra a Ucrânia.
Há ainda o risco de escalada entre Índia e Paquistão e de uma ofensiva da Coreia do Norte contra a Coreia do Sul.
O primeiro ataque nuclear poderia desencadear uma sequência de confrontos com consequências globais. Trata-se de uma projeção apresentada pelo jornalista, não de um desfecho confirmado ou inevitável.
Carlson afirma ainda que, desde fevereiro, o governo Trump teria alterado discretamente sua doutrina nuclear para facilitar o primeiro emprego de armas nucleares táticas. O material não apresenta documentos oficiais que comprovem essa mudança.
Vance e Witkoff tentariam evitar ofensiva
Trump ainda não tomou uma decisão e estaria ouvindo integrantes do governo favoráveis a uma solução diplomática — entre eles, o vice-presidente JD Vance e Steve Witkoff, enviado especial e aliado pessoal do presidente. Ambos defenderiam a possibilidade de alcançar um acordo com o Irã.
Existem dificuldades nas negociações com Teerã, especialmente depois da morte do aiatolá Ali Khamenei e de integrantes de sua família, em fevereiro, conforme relata.
Ainda assim, pessoas em contato com autoridades iranianas identificaram disposição para evitar a continuidade da guerra e negociar um entendimento.
Uma decisão dessa natureza colocaria em risco milhões de vidas e poderia alterar definitivamente os limites do uso de armas nucleares em conflitos internacionais.