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VÍDEO – Neonazistas mascarados marcham contra haitianos nos EUA

Neonazistas do grupo Blood Tribe. Foto: Reprodução

Integrantes mascarados do grupo neonazista Blood Tribe marcharam em Springfield, no estado americano de Ohio, com mensagens racistas e ataques contra imigrantes haitianos. O ato, realizado no mês passado, provocou indignação entre moradores da cidade.

Questionada por uma repórter sobre o objetivo dos manifestantes, uma moradora respondeu: “Eles querem os haitianos fora. Tanta gente com ódio. Estou farta desse ódio”. Os participantes usavam roupas escuras e máscaras para esconder o rosto.

Na marcha, o grupo exibiu cartazes com frases como “o racismo funciona”. O pastor local Clint Doolittle detonou a mobilização e disse ao Deutsche Welle: “Jesus os levará a amar pessoas de todas as raças”.

O Conselho de Relações Americano-Islâmicas de Ohio (CAIR-Ohio) identificou os manifestantes como integrantes da mesma rede supremacista que vem assediando Springfield. A cidade se tornou alvo de grupos de extrema direita após a chegada de milhares de haitianos à região.

Blood Tribe explora perseguição de comunidade haitiana

Christopher Pohlhaus, ex-fuzileiro naval americano e tatuador ligado à extrema-direita, fundou o Blood Tribe em 2020. O grupo promove atos públicos agressivos, em vez de limitar sua atuação à internet, e seus integrantes já apareceram armados, com suásticas e saudações nazistas.

Springfield entrou no centro de uma campanha de desinformação contra haitianos quando circulou o boato infundado de que imigrantes estariam comendo animais de estimação. Donald Trump repetiu a mentira durante a campanha presidencial americana de 2024.

O Blood Tribe intensificou as ações na cidade enquanto a comunidade haitiana enfrenta operações de imigração mais severas e o fim do Status de Proteção Temporária, conhecido pela sigla em inglês TPS, para parte dos moradores. A combinação elevou a tensão entre famílias imigrantes e grupos extremistas.

No início de 2026, a prefeitura de Springfield aprovou resoluções para cobrar que agentes de segurança e manifestantes mantenham o rosto descoberto e portem identificação visível.