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Preso desde maio, pai de Vorcaro apresenta laudo e renova pedido de soltura

Retrato de Henrique Vorcaro
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Foto: Reprodução

A defesa de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apresentou nesta segunda-feira (2) um novo relatório médico ao Supremo Tribunal Federal (STF) e renovou o pedido de revogação da prisão preventiva ou de transferência para prisão domiciliar. A solicitação foi dirigida ao presidente da Corte, Edson Fachin, sob a alegação de agravamento da saúde e falta de revisão da necessidade da custódia. Com informações do Metrópoles.

Henrique está preso desde maio na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), por determinação do ministro André Mendonça. Na investigação ligada ao caso Master, a Polícia Federal o aponta como financiador e solicitante de serviços do grupo conhecido como “A Turma”, suspeito de ameaças, intimidações e obtenção ilegal de informações sigilosas. A defesa nega que ele tenha tentado silenciar testemunhas.

O relatório, elaborado em 28 de outubro pelo coloproctologista Marcos Henrique Rocha Campos, descreve internações e crises recorrentes de diverticulite, inflamação no intestino grosso. O médico informou que acompanhou Henrique entre 2005/2006 e 2023 e que houve indicação de cirurgia, não realizada.

Edson Fachin durante sessão no Supremo Tribunal Federal
Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal. Foto: Alejandro Zambrana/STF

Segundo o documento enviado a Fachin, uma complicação grave da doença é a perfuração intestinal, situação que exige diagnóstico rápido e, na maioria dos casos, intervenção cirúrgica. Os advogados sustentam que a unidade prisional não tem condições de assegurar tratamento adequado nem atendimento hospitalar imediato em uma eventual emergência.

A defesa também afirma que Henrique tem hipertensão e doença arterial coronariana e sofreu, em março, um episódio de amnésia que exigiu internação em terapia intensiva. Diz ter informado ao STF crises de diverticulite, dores de cabeça, pressão elevada e lapsos de memória. Em setembro, segundo os advogados, o fornecimento do medicamento para hipertensão foi interrompido por mais de uma semana, embora os remédios já tivessem sido entregues ao presídio.

Além das questões médicas, os defensores alegam que o prazo de 90 dias para reavaliar a prisão terminou e que os pedidos apresentados desde agosto continuam sem resposta. Também pedem o julgamento de um recurso protocolado em 16 de julho, no qual contestam os fundamentos da prisão preventiva.

Os advogados admitem que Fachin imponha outras medidas cautelares caso autorize a prisão domiciliar. Ao renovar o pedido, voltaram a contestar a existência de conduta de Henrique destinada a intimidar testemunhas e sustentaram que a manutenção da custódia precisa ser reexaminada com fundamentação atual e individualizada.