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Rubio recebe chanceler venezuelano para tratar de futuras eleições

Oliver Blanco Marco Rubio
O ministro das relações exteriores da Venezuela, Oliver Blanco e o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Foto: Eric Lee/Reuters

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, recebeu o chanceler venezuelano Oliver Blanco em Washington na segunda-feira (2) para discutir reformas institucionais que preparem o país para futuras eleições. Segundo comunicado do Departamento de Estado, a conversa abordou avanços nas negociações de reconciliação conduzidas por venezuelanos. As informações são da Reuters.

O governo americano afirmou que as mudanças debatidas devem criar condições para eleições livres, justas e confiáveis. Na semana anterior, Rubio havia defendido a substituição da estrutura eleitoral venezuelana, que, na avaliação dele, foi montada para manipular os resultados.

A líder opositora María Corina Machado disse na semana passada que Washington sugeriu a realização de eleições presidenciais em 2027. O relato sobre o encontro entre Rubio e Blanco, porém, não apresenta uma data oficial para a votação.

Delcy Rodríguez de óculos e terno, falando ao microfone diante de fundo azul
Delcy Rodríguez durante discurso em Roma, em 12 de outubro de 2026. Foto: Remo Casilli/Reuters

Os Estados Unidos apoiam negociações entre o governo interino de Delcy Rodríguez e grupos de oposição para reformar o conselho eleitoral e a mais alta corte venezuelana antes do próximo pleito. O movimento Vente Venezuela, de Machado, não participa dessas conversas.

Rodríguez assumiu interinamente após a operação militar ordenada por Donald Trump em janeiro, que capturou Nicolás Maduro e sua mulher e os levou a Nova York para julgamento. Desde então, Trump tem elogiado a ex-vice de Maduro, que passou a governar sob supervisão americana.

A agenda de Blanco em Washington também incluiu uma reunião com o secretário do Tesouro, Scott Bessent. Segundo o Tesouro americano, foram discutidos o aumento da produção de energia e a atração de investimentos para a Venezuela, cujo governo interino tem firmado acordos com empresas de petróleo e gás apoiados por Washington.

O processo ocorre sob críticas à intervenção americana. Em janeiro, o escritório de direitos humanos da ONU afirmou que a ação militar violou o direito internacional. Organizações de direitos humanos também questionam a prioridade dada pelo governo Trump à exploração do petróleo venezuelano.