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Eleições que podem tirar poder de Trump sobre o Congresso acontecem nesta terça

Donald Trump conversa com jornalistas
Donald Trump conversa com jornalistas. Foto: Reprodução

As eleições de meio de mandato de 2026 nos Estados Unidos podem retirar de Donald Trump o controle do Congresso e dificultar a agenda do presidente no restante de seu mandato. A votação renovará toda a Câmara dos Representantes, 35 das 100 cadeiras do Senado e os governos de 36 estados.

Mais de 50 milhões de eleitores já votaram antecipadamente para o pleito marcado para 3 de novembro. Os democratas chegam à disputa como favoritos para assumir a Câmara, enquanto a corrida pelo Senado permanece aberta, com projeções que apontam vantagem apertada da oposição.

Os republicanos conquistaram a maioria nas duas Casas nas eleições de 2024. Hoje, controlam a Câmara por 218 cadeiras a 214 dos democratas; há um independente e duas vagas abertas. No Senado, a bancada republicana reúne 53 integrantes, contra 47 democratas, incluídos dois independentes que costumam votar com o partido.

A eleição funciona como um teste político para Trump, embora ele não esteja na cédula. Se perder uma ou ambas as Casas, o presidente enfrentará mais obstáculos para aprovar projetos e poderá ver parlamentares bloquearem iniciativas do governo. O mandato dele termina em janeiro de 2029.

Eleitora preenche cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia
Eleitora preenche uma cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia. Foto: Reprodução

Democratas aparecem à frente na Câmara e disputam o Senado

A pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 2 de novembro registrou 32% de aprovação para Trump, índice próximo de sua mínima histórica. O levantamento também indicou que uma parcela expressiva do eleitorado vê o voto legislativo como uma forma de oposição ao presidente republicano.

Na Câmara, o Center for Politics, da Universidade da Virgínia, projetou 223 cadeiras para os democratas e 200 para os republicanos, com 12 disputas indefinidas. A plataforma Race to the WH estimou 234 vagas democratas e 201 republicanas, atribuindo 88,9% de chance de os democratas conquistarem a maioria.

O controle da Câmara dependerá de uma parcela limitada das disputas. O The New York Times classificou 21 corridas em 14 estados como indefinidas e apontou outros 25 distritos acirrados: republicanos tinham vantagem em 13 deles, e democratas, em 12.

No Senado, os democratas precisam chegar a 51 cadeiras para formar maioria própria. Os republicanos podem manter o comando com 50 assentos porque o vice-presidente J.D. Vance, do Partido Republicano, tem voto de desempate na Casa.

As projeções consultadas indicam cenários distintos para o Senado. O Center for Politics apontou 49 cadeiras democratas, 46 republicanas e cinco indefinidas; a Race to the WH estimou entre 52 e 53 para os democratas, com 72,9% de chance de vitória do partido.

Sete estados concentram parte decisiva da disputa senatorial: Maine, Iowa, Michigan, Alasca, Kansas, Ohio e Texas. Também haverá eleições para governador em 36 estados, com corridas apertadas no Alasca, Geórgia, Ohio, Oregon, Nevada e Wisconsin.

A apuração ocorre sob regras estaduais e pode se estender por dias, sobretudo onde a contagem de votos pelo correio demora mais. Em 2022, a definição sobre o controle da Câmara só ocorreu mais de uma semana após a eleição.