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Quem da Globo poderia entrevistar o foragido? Por Moisés Mendes

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

A Globo tentou armar uma entrevista exclusiva com Flávio Bolsonaro, que impôs condições, e as partes não chegaram a um acerto. Ele queria uma conversa sem cortes e sem checagem das mentiras que diz.

É o tipo de acordo que não dá pra fazer nem com o diabo, que é uma figura bem mais sensata e moderada.

Deveríamos ter o direito de saber pelo menos quem iria conduzir a entrevista. Gerson Camarotti, Andréia Sadi, Fernando Gabeira, Malu Gaspar, Merval Pereira ou algum dos correspondentes nos Estados Unidos?

Andréia Sadi teria a vantagem de fazer a entrevista e ir elaborando um powerpoint.

Abaixo, o texto que Flávio publicou nas redes no domingo:

“Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação”.

A última palavra do texto é reputação.

EUREKA DE OURO

Está na capa dos jornais. “Lula venceu pela mobilização nas ruas e nas redes”, diz Marcos Coimbra.

RADICAL

Já estão valendo as mudanças nas regras de funcionamento dos serviços de atendimento aos consumidores, os SACs. As empresas devem oferecer atendimento humano, todos os dias, das 8h até as 20h.

Tem gente que não se lembra da última vez que foi atendida por uma pessoa do outro lado da linha.

Não sei se os humanos que ligam para os SACs estão preparados para essa mudança. É muito radical.