
A Globo tentou armar uma entrevista exclusiva com Flávio Bolsonaro, que impôs condições, e as partes não chegaram a um acerto. Ele queria uma conversa sem cortes e sem checagem das mentiras que diz.
É o tipo de acordo que não dá pra fazer nem com o diabo, que é uma figura bem mais sensata e moderada.
Deveríamos ter o direito de saber pelo menos quem iria conduzir a entrevista. Gerson Camarotti, Andréia Sadi, Fernando Gabeira, Malu Gaspar, Merval Pereira ou algum dos correspondentes nos Estados Unidos?
Andréia Sadi teria a vantagem de fazer a entrevista e ir elaborando um powerpoint.
Abaixo, o texto que Flávio publicou nas redes no domingo:
“Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação”.
NOTA AO BRASIL
Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação.
Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras.
Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão – sem ter cometido crime algum – e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre.
Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial.
Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta.
Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você. Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.” (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016).
Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) November 1, 2026
A última palavra do texto é reputação.
EUREKA DE OURO
Está na capa dos jornais. “Lula venceu pela mobilização nas ruas e nas redes”, diz Marcos Coimbra.
RADICAL
Já estão valendo as mudanças nas regras de funcionamento dos serviços de atendimento aos consumidores, os SACs. As empresas devem oferecer atendimento humano, todos os dias, das 8h até as 20h.
Tem gente que não se lembra da última vez que foi atendida por uma pessoa do outro lado da linha.
Não sei se os humanos que ligam para os SACs estão preparados para essa mudança. É muito radical.