
A Polícia Federal apura se Fernanda Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e as duas filhas adolescentes do casal viajaram de Brasília até a região da fronteira com a Argentina em uma aeronave privada, diferente da usada pelo parlamentar para deixar o país.
Uma das linhas de apuração indica que Fernanda e as filhas embarcaram na terça-feira (27) em um voo com destino a Cascavel, no Paraná. A cidade fica a cerca de 150 quilômetros de Puerto Iguazú, na Argentina.
O avião sob análise deixou Brasília por volta das 10h e pousou em Cascavel pouco antes do meio-dia. A aeronave permaneceu no aeroporto por 25 minutos e decolou de volta para a capital federal às 12h18.
Os investigadores também trabalham com a hipótese de que Flávio Bolsonaro tenha saído de Brasília em outro jato particular, no mesmo dia. A apuração separa esse trajeto daquele atribuído à mulher e às filhas do senador.

Jato ligado a advogado entrou na apuração da PF
A suspeita é que o senador tenha usado uma aeronave pertencente a uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, apontado como amigo de Flávio Bolsonaro. A PF analisa a movimentação dos aviões e os percursos feitos a partir de Brasília.
Pela hipótese investigada, Flávio Bolsonaro teria se encontrado com Fernanda e as filhas na noite daquela terça-feira em Puerto Iguazú. De lá, a família teria embarcado em outra aeronave com destino aos Estados Unidos.
Esse avião pousou em Miami na manhã da quarta-feira seguinte, conforme a linha de investigação. A polícia busca esclarecer se os deslocamentos das aeronaves integraram a mesma rota até a cidade argentina.
A saída do senador é apurada também porque o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia proibido Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil e determinado a entrega de seus passaportes. Fernanda Bolsonaro e as duas filhas não tinham restrições para viajar.