
A brasileira Renata Díaz colou em 1º de novembro cartazes com a foto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a palavra “Wanted” e pedidos de deportação em estações de metrô e ruas de Nova York, nos Estados Unidos. A ação ganhou repercussão após ela publicar vídeos do percurso nas redes sociais.
Os impressos chamavam o parlamentar de “Flávio Bolsonaro Procurado” e citam acusações de crimes contra a democracia. Renata usava fantasia e máscara enquanto afixava os cartazes na noite de Halloween.
Em vídeo, ela afirmou que Bolsonaro “não é um perseguido político, ele é um criminoso que precisa ser deportado”.
Renata também citou Donald Trump ao convocar brasileiros a reagir nas redes. “Atenção, o Brasil tem o maior exército digital popular do mundo e estamos prontos para combater o Trump, vamos nos juntar”, disse.
📹#vídeo Cartaz de Flávio “procurado” é espalhado nos EUA por ativistas de esquerda
🗞️ Ativistas de esquerda estão espalhando cartazes de “procurado” com uma foto do senador e candidato à Presidência derrotado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O político fugiu do Brasil 2 dias após… pic.twitter.com/4O6DHaKHDR
— Poder360 (@Poder360) November 2, 2026
Ameaças e vazamento de dados após os cartazes
Horas depois de divulgar os registros, Renata passou a receber ameaças de bolsonaristas. Perfis nas redes sociais pediram que autoridades dos Estados Unidos adotassem medidas contra ela pela colagem dos cartazes.
Parte dos usuários acionou ou marcou o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, conhecido pela sigla ICE, e classificou a iniciativa como suposto “crime federal” por disseminação de informações falsas.
Os ataques também expuseram dados pessoais da brasileira, como endereço residencial, trajetória profissional e local de trabalho. A divulgação dessas informações ampliou a pressão contra ela fora das redes.
Internautas bolsonaristas ainda pressionaram integrantes do governo Trump e marcaram o secretário de Estado Marco Rubio em publicações que pediam uma manifestação de repúdio à ação de Renata em Nova York.