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Chefe do BC renuncia após intervenção em banco ligado a presidente do Paraguai

Santiago Peña, presidente do Paraguai. Foto: Divulgação

O Banco Central do Paraguai interveio nesta terça-feira (3) no Ueno Bank, instituição ligada ao presidente Santiago Peña, após apontar uma grave insuficiência de capital. A medida suspendeu os serviços do banco e deixou correntistas sem acesso imediato aos depósitos.

O regulador afirmou que a intervenção busca “proteger os depositantes e preservar a estabilidade do sistema financeiro”. As autoridades passaram a organizar a devolução dos recursos mantidos na instituição.

O Ueno Bank administra somas milionárias de recursos de aposentadorias e outras verbas públicas. A suspensão das operações atingiu uma instituição que concentrava valores relevantes para o setor público paraguaio.

Horas após a intervenção, Carlos Carvallo renunciou à presidência do Banco Central do Paraguai. Peña havia solicitado a saída do dirigente mais cedo e comunicou a decisão em uma publicação na rede X.

Antes de assumir o comando do Banco Central em 2023, Carvallo presidiu a financeira Ueno. Ele formalizou a renúncia ao Poder Executivo e também comunicou a decisão ao Senado por carta.

Peña assumiu a Presidência do Paraguai em 2023, com mandato previsto até 2028. O presidente possuía ações de um grupo que controlava o Ueno Bank, mas se desvinculou da participação em 2025.

A Justiça paraguaia determinou a prisão de oito dirigentes do banco, entre eles o presidente da instituição, Miguel Vázquez. As ordens foram emitidas no mesmo dia da intervenção financeira.

Miguel Vázquez se apresentou à polícia na tarde desta terça-feira (3), após a decisão judicial. As autoridades ainda organizavam os procedimentos para devolver os depósitos aos clientes do Ueno Bank.