
O jornalismo das corporações se comporta há uma semana, desde a vitória de Lula, como barata tonta que cheirou detergente Ypê. Não se aproveita nada dos jornalões. Nada.
Nem a fuga de Flávio Bolsonaro foi aproveitada pela grande imprensa, que está levando 7 a 1 dos jornais argentinos, principalmente do Clarín. Os jornais não acrescentam uma linha ao que os argentinos noticiam desde os primeiros dias depois da fuga.
As corporações retomaram a conversa do déficit fiscal e apresentam como novidade a aposta em Tarcísio de Freitas como nome para 2030. Tem Tarcísio de Freitas todos os dias nas capas de Folha, Estadão e Globo.
Não falha um dia. Sempre com a exaltação das qualidades do sujeito, e uma das mais lembradas é esta: ele foi tenente. Os jornalões viraram uma grande assessoria de imprensa da direita derrotada junto com o bolsonarismo.
Os jornais estão desorientados. Sem a eleição americana, não haveria o que ler nos jornalões. A vitória de Lula fez com que a grande mídia entrasse num torpor em que tudo o que produz é bocejo.
O jornalismo brasileiro, que apostou na vitória de Flávio ao lado da Faria Lima e do PCC que lava dinheiro na Faria Lima, para viver do butim e das manchetes sobre o fim do mundo, enfrenta sua pior crise.
Hoje, são poucas as diferenças entre as redações dos jornais e uma cozinha do McDonald’s. Ambas fazem todos os dias as mesmas coisas, com a diferença de que um Big Mac duplo, com fritas e tortinha de maçã, ainda tem o seu valor.
E um Big Mac é muito mais confiável.