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Aliada de Trump detona deportações em massa: “Isso não se faz”

Donald Trump e Maria Elvira Salazar. Foto: Reprodução

A deputada federal republicana Maria Elvira Salazar, aliada de Donald Trump, detonou nesta quarta (4) a política de deportações do governo americano e associou o resultado das eleições legislativas à reação do eleitorado hispânico. O Partido Republicano perdeu o controle da Câmara dos Representantes para os democratas.

Reeleita na Flórida por uma diferença de 1.100 votos, Salazar afirmou que a estratégia federal contra imigrantes latinos cobrou um preço político de seu partido. “O voto hispânico castigou a deportação indiscriminada de trabalhadores latinos”, disse a congressista.

A parlamentar de Miami contestou operações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) contra pessoas sem antecedentes criminais. Ela afirmou que as ações atingem famílias que vivem há anos no país, têm filhos americanos e patrimônio.

“Temos que ajudar essa gente e falar por essa gente que não tem voz, que são os que eu mais sinto pena, porque elas estão aqui há anos e anos, têm filhos americanos, têm bens e, de repente, são levados embora sem nenhum tipo de antecedente criminal. Isso não se faz, afirmou.

Salazar defende regularização para imigrantes que vivem e trabalham no país

A deputada defende que o governo não deve expulsar imigrantes indocumentados sem ficha criminal que participam da economia dos Estados Unidos. Para ela, a punição a trabalhadores que pagam impostos e possuem bens alimentou um sentimento de traição entre latinos.

Salazar mantém alinhamento com Trump em temas comerciais e econômicos, mas se tornou uma voz dissidente entre republicanos na política migratória. A margem apertada em sua própria reeleição em Miami-Dade reforçou sua avaliação sobre o desgaste entre eleitores hispânicos.

A congressista defende o “Dignity Act”, projeto que propõe regularizar a situação de pessoas que já vivem e trabalham pacificamente nos Estados Unidos. Ela também argumenta que a segurança nacional não deve servir de justificativa para expulsões generalizadas.

Com a maioria democrata na Câmara a partir de janeiro, a política migratória de Trump deve enfrentar resistência parlamentar.