
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o relatório da Polícia Federal que indiciou Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e outras 13 pessoas. A decisão desta quarta-feira (4) encaminha o documento ao procurador-geral Paulo Gonet, segundo o Metrópoles.
Os indiciamentos foram formalizados em 28 de outubro, no relatório parcial da primeira fase da Operação Compliance Zero. A PF apontou suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa na negociação de R$ 12,2 bilhões em créditos considerados fictícios entre o Master e o Banco de Brasília.
Na avaliação dos investigadores, Vorcaro liderava a estrutura e concentrava as decisões sobre produção, aquisição e cessão das carteiras de crédito usadas para captar recursos. O relatório atribui a controladores, diretores, operadores e advogados participação nas operações sob suspeita.

Apesar dos indiciamentos, a apuração não foi encerrada. A PF solicitou prazo adicional para concluir perícias e análises financeiras, reconstruir a circulação dos recursos e detalhar a atuação de cada investigado.
A manifestação da PGR deverá abranger também as providências e os pedidos apresentados pelos investigados. A análise pode resultar na apresentação de denúncia ou em solicitações de novas diligências; o indiciamento policial não corresponde, por si só, à abertura de uma ação penal.
A defesa de Vorcaro havia contestado as conclusões da PF e solicitado o arquivamento do inquérito e a revogação da prisão preventiva. Os advogados sustentaram que não havia provas que justificassem o indiciamento.