
A gestão Ricardo Nunes (MDB) decidiu substituir a coordenação do Smart Sampa, programa de vigilância com reconhecimento facial da Prefeitura de São Paulo, após a revelação de falhas que permitiam acessos indevidos a câmeras e dados sigilosos. Servidores foram comunicados nesta semana, mas a mudança ainda não tem data definida. A informação é da Folha de S.Paulo.
Silvio Conceição Thomé, atual diretor de Políticas Integradas e Parcerias da Secretaria Municipal de Segurança Urbana, assumirá a coordenação titular no lugar de Pamella Cecarelli Candido. O advogado Gustavo Zardi, hoje diretor de Parcerias e Cooperação Técnica da pasta, ficará com a diretoria de projetos. Os dois já ocupam cargos comissionados na prefeitura.
Pamella estava à frente do programa desde 2025. Antes de trabalhar na capital, atuava na comunicação da Prefeitura de São Bernardo do Campo durante a gestão de Orlando Morando (MDB), que assumiu a Secretaria de Segurança Urbana paulistana em janeiro do ano passado.

A decisão ocorre após reportagens revelarem credenciais de servidores expostas na internet e acesso a imagens de creches e unidades de saúde. Documentos técnicos e especialistas também apontaram brechas na plataforma SentinelX que permitiam consultar câmeras de outras cidades e informações restritas, mesmo com credenciais básicas.
Nunes havia defendido a segurança do programa após a primeira revelação, em 20 de outubro. A gestão municipal atribuiu a exposição de dados a um servidor e negou falha nos mecanismos de proteção. Sobre o episódio mais recente, a Secretaria de Segurança Urbana afirmou que as empresas parceiras administram seus próprios equipamentos e mecanismos de segurança.
A Monuv, empresa envolvida no acesso às câmeras privadas, declarou manter uma estrutura de segurança compatível com as boas práticas do setor, com controles de acesso, autenticação e proteção de dados e transmissões.