
A Band demitiu executivos e prepara uma nova rodada de cortes em meio a uma crise financeira. A emissora enfrenta dificuldades após a saída da Igreja Universal da programação das madrugadas e o fim das receitas ligadas às bets. Com informações de natelinha.uol.com.br.
As demissões atingiram cargos de comando, em um movimento de redução de despesas que deve alcançar outras áreas da empresa. A Band ainda não divulgou os nomes dos executivos desligados nem o total de profissionais que podem ser afetados pelos próximos cortes.
A programação da madrugada representava uma fonte de receita para a emissora com a presença da Igreja Universal. A saída da instituição reduziu esse espaço comercial em uma faixa tradicionalmente ocupada por conteúdo religioso na televisão aberta.
O mercado de apostas também contribuía para a receita publicitária das emissoras. O encerramento dessa fonte de anúncios atingiu a Band em um período de pressão sobre os custos e de disputa pela verba de publicidade.
Receitas da madrugada e das bets pressionam a emissora
A crise ocorre enquanto grupos de comunicação buscam alternativas para compensar a fragmentação da audiência entre televisão, plataformas digitais e streaming. A venda de publicidade segue como uma das principais fontes de financiamento da TV aberta.
A Band mantém uma grade nacional com jornalismo, esporte, entretenimento e atrações de variedades. Uma eventual redução de despesas pode atingir estruturas administrativas e áreas ligadas à produção, mas não há detalhamento público sobre os setores envolvidos.
As mudanças nas madrugadas também exigem da emissora a busca por novos formatos ou parceiros comerciais para ocupar a faixa. A definição da programação pode influenciar a capacidade de recompor receitas nesse horário.
A preparação de novos cortes indica que a empresa ainda tenta ajustar seu orçamento diante da perda de faturamento. A Band não apresentou, até o momento, um cronograma público para as próximas demissões.