
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para esta quinta-feira, no Palácio do Planalto, uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o ex-ministro Fernando Haddad e economistas para discutir possíveis medidas de ajuste fiscal.
Segundo o Globo, Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, e Guilherme Melo, secretário-executivo do Ministério do Planejamento, também receberam convite para o encontro. Lula reúne o grupo enquanto avalia os rumos da política econômica e a formação de sua equipe para o quarto mandato.
Durigan disse que o próprio presidente convocou a reunião e afirmou que levará “cenários e propostas” sobre medidas que o governo poderá adotar nas próximas semanas. O ministro declarou não ter recebido detalhes sobre a pauta do encontro.
“A reunião foi chamada pelo presidente. Ele me comunicou previamente. Eu não tenho maiores informações, mas é mais um esforço para gente dividir os cenários, propostas”, disse Durigan a jornalistas no Ministério da Fazenda. “Eu vou levar certamente as propostas e ideias em termos gerais do que a gente deve fazer nas próximas semanas”.

Governo não prevê anúncio imediato após encontro
Auxiliares de Lula afirmam que o presidente quer ouvir economistas e avaliar o cenário das políticas fiscais. Integrantes do governo não esperam que a reunião resulte em anúncio imediato de medidas, pois Lula estaria em uma etapa de escuta.
Questionado sobre a divulgação do ajuste ainda neste ano, Durigan respondeu que o debate continuará e indicou que definições devem ficar para depois da viagem de Lula à Turquia, onde o presidente participará da COP 31. “Quando o presidente voltar da viagem dele, a gente deve ter mais informações”, afirmou.
O núcleo de interlocutores de Lula nas discussões econômicas inclui Durigan, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e Mercadante. Haddad, que comandou a equipe econômica no terceiro mandato do petista, entrou nas consultas sobre os próximos passos da política econômica.
O debate ocorre com a alta da dívida bruta do governo geral, que passou de 71,7% do Produto Interno Bruto em dezembro de 2022 para 82,9% em setembro deste ano, segundo o Banco Central. O montante alcançou R$ 11,1 trilhões, aumento de 11,2 pontos percentuais e maior patamar desde 2021.