
O Ueno Bank, submetido à liquidação no Paraguai após problemas financeiros e indícios de irregularidades, patrocinou a gala “The Hispanic Prosperity Gala”, que reuniu nomes da extrema direita em Mar-a-Lago, resort de Donald Trump nos Estados Unidos. O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) participou do evento realizado no começo deste ano.
Em fevereiro, Eduardo agradeceu nas redes sociais ao empresário Tony Delgado, organizador da conferência, pelo convite para a cerimônia. “Foi inspirador conversar com embaixadores, autoridades e amigos de língua espanhola, todos confiantes em um futuro de liberdade”, escreveu o filho de Jair Bolsonaro.
A gala se apresentou como uma celebração dos “250 anos de prosperidade americana e as contribuições vitais dos hispano-americanos para o futuro econômico da nação”. O encontro ocorreu no resort de luxo que pertence ao presidente dos Estados Unidos.
Além do Ueno Bank, a organização pró-Trump “Latinos for America First” e a “Nineline Veteran Services”, entidade que presta serviços a veteranos do Exército dos Estados Unidos, constaram entre os patrocinadores da cerimônia.
Quem poderia imaginar… Ontem o maior banco do Paraguai fechou da noite pro dia, deixando 3 milhões de clientes (40% da população do país) sem acesso às suas contas.
E esse mesmo banco (UENO) financiava a extrema direita ligada ao derrotado Donald Trump, como mostrei hoje na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
O foragido Eduardo Bolsonaro esteve recentemente num evento nos EUA patrocinado pelo banco paraguaio. Confira no vídeo.
— Dep. Alencar Santana (@AlencarBraga13) November 4, 2026
O deputado Mario Frias (PL-RJ) também recebeu convite para o evento. A lista incluiu o presidente argentino Javier Milei, a política peruana Keiko Fujimori e o secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert Kennedy Jr.
O Banco Central do Paraguai suspendeu o Ueno Bank em meio aos problemas financeiros e às suspeitas de irregularidades. A liquidação da instituição colocou o banco no centro da crise política que atingiu o país.
O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) levou o patrocínio da gala à Comissão de Relações Exteriores da Câmara. “O maior banco do País simplesmente fechou as portas, à la Collor (…) que financia políticos de extrema-direita. Está aqui, Eduardo Bolsonaro com o patrocínio do banco. Isso mostra a política financiada pela extrema-direita”, disse.
Em publicação nas redes sociais, Alencar afirmou que o fechamento deixou 3 milhões de clientes sem acesso às contas, número que ele estimou em 40% da população paraguaia, e citou a participação de Eduardo Bolsonaro no evento patrocinado pelo Ueno Bank.