Diário do Centro do Mundo | O que interessa e nada mais

Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

As expectativas do governo Lula sobre Trump após a “Onda Azul” nos EUA

A reação de Lula diante o caso Ramagem levou a um ato de reciprocidade aos Estados Unidos
O presidente estadunidense Donald Trump, e o presidente brasileiro Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Planalto avalia que a vitória democrata nas eleições americanas pode ajudar a normalizar as relações entre Brasil e Estados Unidos. Por enquanto, porém, não há reunião bilateral prevista entre Lula e Donald Trump na cúpula da Asean, nas Filipinas.

Segundo a Folha de S.Paulo, o mesmo vale para a COP31, conferência climática na Turquia: não há encontro bilateral previsto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder republicano nessa agenda.

A gestão petista já buscava uma relação pragmática com a Casa Branca antes do pleito. Agora, a leitura é que a conquista da maioria na Câmara e no Senado pelos democratas amplia o espaço para a política externa brasileira. 

Há ainda a avaliação de que a derrota dos republicanos enfraquece conexões do bolsonarismo no Congresso americano e pode abrir mais espaço político para a retomada de investigações envolvendo brasileiros que vivem nos EUA, como o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que está em solo americano desde 2025 e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na trama golpista.

bolsonaristas 8 de janeiro atos golpistas
Bolsonaristas dentro do Palácio do Planalto após os atos golpistas do 8 de janeiro de 2023. Foto: Adriano Machado/Reuters

O chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, têm uma conversa prevista em Paris, à margem da reunião de ministros das Relações Exteriores do G7, marcada para 9 e 10 de novembro.

No campo comercial, o Planalto não teme novas ofensivas americanas contra o Brasil e considera que a negociação sobre o tarifaço chegou a um ponto de acomodação.

Apesar disso, aliados do presidente não esperam mudanças a curto prazo na situação de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e dos foragidos do 8 de Janeiro. Um diplomata avalia que o risco de alterações nesse quadro seria maior caso os democratas também conquistassem a Presidência americana em 2028.