
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse nesta quinta-feira (5) que não vai recuar diante da tentativa de afastá-lo do Pentágono. A reação veio em vídeo, após o deputado republicano Thomas Massie anunciar que pretende retomar a ofensiva pelo impeachment na próxima semana.
Hegseth classificou as acusações como uma tentativa de destruí-lo politicamente e atribuiu a iniciativa a Massie e a parlamentares democratas. Comparou o caso aos dois impeachments de Donald Trump, que acabaram em absolvição no Senado. “Não vai funcionar comigo”, disse.
At the War Department:
We Stand.
We Fight.
We Defend the Republic. pic.twitter.com/Kkr0DazmCE— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) November 5, 2026
O secretário também defendeu a guerra contra o Irã e os ataques dos Estados Unidos a embarcações suspeitas de tráfico na América Latina. Em meio à pressão, Trump elogiou o desempenho de Hegseth nesta quinta-feira, segundo a Associated Press.
O que está na proposta
Massie apresentou oito artigos de impeachment em setembro. Ele acusa Hegseth de iniciar e prolongar operações militares contra o Irã sem autorização do Congresso. A proposta também questiona a legalidade dos ataques a embarcações e acusa o secretário de retaliar o senador Mark Kelly por questionar ordens militares.
O deputado do Kentucky, que perdeu as primárias republicanas para um candidato apoiado por Trump, disse à CNN que pretende usar um mecanismo parlamentar para forçar a votação quando a Câmara retomar os trabalhos. A proposta apresentada em setembro ficou sem votação.
Pressão depois da eleição
A ofensiva ganhou força depois que os democratas conquistaram a maioria na Câmara e no Senado nas eleições de meio de mandato. A guerra contra o Irã entrou no debate sobre a derrota republicana. O vice-presidente JD Vance apontou o conflito como motivo do revés, e Trump reconheceu o peso da alta dos combustíveis.
Massie pretende agir antes de janeiro, quando a nova composição do Congresso assume. A Câmara pode aprovar os artigos de impeachment, mas o afastamento do secretário dependeria de julgamento e condenação no Senado.