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O dia que Flávio Bolsonaro ganhou 625 mil novos seguidores

O senador Flávio Bolsonaro chegando nos EUA. Foto: reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Lula (PT) nas eleições presidenciais de 2026, registrou um crescimento expressivo nas redes sociais desde o início do ano. Segundo levantamento da consultoria política Sólon, ele ganhou 6,4 milhões de seguidores no Instagram desde fevereiro e chegou à marca de 17,5 milhões de contas acompanhando seu perfil.

O dado que mais chama atenção é a data do maior salto registrado pela consultoria. Em 28 de outubro, quando desembarcou nos Estados Unidos após fugir do Brasil, Flávio teria conquistado 625 mil novos seguidores em apenas um dia. O aumento ocorreu em meio à repercussão de sua saída do país, após descumprir uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O crescimento representa uma ampliação significativa da audiência digital do filho mais velho de Jair Bolsonaro. Em fevereiro, ele tinha aproximadamente 11,1 milhões de seguidores. Agora, reúne 17,5 milhões, número que o coloca entre os políticos brasileiros com maior alcance no Instagram.

O episódio também provocou uma explosão de publicações sobre o senador. Segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque, o debate sobre sua fuga, paradeiro e responsabilização reuniu 1,9 milhão de publicações e 33,3 milhões de interações entre 26 e 28 de outubro. O assunto dominou as discussões políticas nas plataformas digitais.

Apesar do aumento no número de seguidores, a repercussão não foi necessariamente positiva. Uma análise da Ativaweb/DataLab apontou que 71% das manifestações sobre a fuga, fora dos perfis oficiais de Flávio, foram negativas, contra 21% positivas e 8% neutras.

Flávio fugiu do Brasil após perder o segundo turno para Lula. O senador tinha sido obrigado a entregar seus passaportes à Polícia Federal e estava proibido de sair do país. Mesmo assim, atravessou a fronteira com a Argentina e seguiu para Miami, onde desembarcou em 28 de outubro acompanhado da família.

A viagem ganhou repercussão internacional após uma reportagem do jornal estadunidense “The New York Times” descrever sua saída como uma “fuga” e mencionar “alegações infundadas” de fraude eleitoral. A entrevista também provocou críticas e ironias nas redes sociais brasileiras.

Na quinta-feira (5), Flávio voltou a aparecer publicamente durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Mar-a-Lago, na Flórida, propriedade de Donald Trump.

Durante o discurso, mencionou sua derrota eleitoral e a situação política dos Estados Unidos. “A minha palavra para o Brasil e também aqui, para a América, é que Deus está sempre no controle de tudo. A porta que Ele abre ninguém fecha e a porta que Ele fecha ninguém abre”, afirmou.