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Nos EUA, filha de Peña usa camiseta que pede para “taxar os pobres”

Constanza Peña e seu pai, Santiago Peña. Foto: Reprodução

Constanza Peña, filha do presidente do Paraguai, Santiago Peña publicou uma foto em que usa uma camiseta com a frase em inglês “Tax The Poor” (“Taxem os pobres” em português). A imagem se espalhou enquanto o pai enfrenta um julgamento de destituição em meio à crise provocada pelo colapso do Ueno Bank.

A jovem. que mora nos Estados Unidos, aparece diante do espelho de uma academia vestindo a peça com a inscrição “T. T. P. – Tax The Poor”. A foto saiu de um perfil fechado e passou a circular em capturas de tela nas redes.

Na biografia da conta de Constanza, havia a frase “Jesus também era um nepobaby”. Usuários paraguaios associaram a mensagem da camiseta às dificuldades financeiras enfrentadas no país e aos privilégios da família presidencial.

Constanza tem 20 anos, mora nos Estados Unidos e cursa economia na Universidade Columbia, em Nova York, com previsão de se formar em 2028. O perfil dela no LinkedIn e a conta no Instagram foram desativados após a repercussão.

Prédio do Ueno no Paraguai; Foto: Reprodução

Crise do Ueno Bank pressiona o governo paraguaio

O caso ganhou projeção durante a crise do Ueno Bank, que deixou quase 3 milhões de clientes sem acesso aos recursos depositados na instituição. O Banco Central paraguaio colocou o banco sob intervenção, enquanto investigações passaram a apurar a fiscalização sobre a empresa.

A situação também ampliou os questionamentos sobre Santiago Peña, que anteriormente indicou o ensino público como alternativa para famílias paraguaias reduzirem despesas. Internautas retomaram essa declaração ao comentar a rotina da filha nos Estados Unidos.

Na quinta (5), Peña anunciou que deixaria a Presidência sob pressão política e econômica. A renúncia, porém, não foi concluída, e ele continuou formalmente no cargo.

Nesta sexta-feira (6), o Senado paraguaio retomou o julgamento de impeachment após a Câmara dos Deputados aprovar a acusação por unanimidade. Peña disse que exercerá seu direito de defesa; se o Senado o condenar, ele perderá a possibilidade de ocupar uma cadeira vitalícia na Casa, prevista para ex-presidentes eleitos democraticamente.