
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6) a promoção de Stephen Miller ao cargo de chefe de gabinete da Casa Branca, após a derrota republicana nas eleições legislativas. Miller substitui Susie Wiles, ex-diretora da campanha que levou Trump de volta à Presidência em 2024.
Antes de assumir a chefia do gabinete, Miller atuava como conselheiro político e de segurança nacional. Ele se tornou um dos principais formuladores da política migratória do governo e comandou os planos para realizar deportações em massa nos Estados Unidos.
A saída de Wiles faz dela a sexta mulher do primeiro escalão do governo Trump a deixar o posto, por demissão ou renúncia. Também saíram Pam Bondi, da Justiça; Kristi Noem, da Segurança Interna; Lori Chavez-DeRemer, do Trabalho; Tulsi Gabbard, da Inteligência Nacional; e a porta-voz Katie Zacharia.
Homens assumiram os cargos deixados por Bondi, Noem, Chavez-DeRemer, Gabbard e Wiles. A vaga de Zacharia continua aberta.

Quem é Stephen Miller
Advogado de 41 anos, Miller escreveu discursos para Trump e desenhou medidas anti-imigração desde o primeiro mandato do republicano. O Southern Poverty Law Center o classifica como extremista anti-imigração.
Entre as políticas que o extremista implementou, estão a construção do muro na fronteira com o México, que ficou inacabado, a proibição de entrada de cidadãos de alguns países de maioria muçulmana e a separação de famílias na fronteira.
A política de tolerância zero, adotada em 2018, que afastou milhares de crianças de seus pais que tentavam entrar de forma irregular nos Estados Unidos. A ONU e outros organismos internacionais criticaram a medida, e centenas de crianças continuaram sem reencontrar suas famílias nos anos posteriores.
Após a derrota de terça-feira (3), quando os democratas conquistaram maiorias amplas no Senado e na Câmara, parte do Partido Republicano passou a atribuir o resultado ao aumento dos preços, associado em parte à guerra no Irã, sem defender mudanças na linha-dura contra imigrantes. O vice-presidente J. D. Vance afirmou no X que quem falar em anistia “está mentindo” e parabenizou Miller pela “promoção merecida”.