
O PL mantém a intenção de lançar um candidato à presidência da Câmara Municipal de São Paulo, mesmo depois de o vereador João Jorge (MDB), atual vice-presidente da Casa, anunciar que disputará o comando do Legislativo. A eleição da nova Mesa Diretora está marcada para 15 de dezembro. Com informações da coluna do Vinicius Passarelli no Metrópoles.
João Jorge é um dos principais aliados do prefeito Ricardo Nunes no Legislativo paulistano e trabalha para viabilizar sua candidatura desde o início do ano. O emedebista aparece como favorito entre os partidos que integram a base do prefeito.
O PL cogita indicar o vereador Isac Félix, presidente municipal da legenda, ou Gilberto Nascimento, vice-líder do governo na Câmara. Lideranças partidárias sustentam que vão tentar manter um nome da sigla na corrida.
A bancada do PL tem sete vereadores e argumenta que seu tamanho e sua participação na sustentação política de Nunes justificam a reivindicação pelo posto. O MDB também conta com sete parlamentares na Câmara.

Integrantes do PL avaliam que Ricardo Nunes não se oporia à existência de duas candidaturas de partidos aliados para a presidência da Casa. A estratégia abre uma disputa interna na base do prefeito, que reúne as duas legendas.
Entre os demais partidos governistas, porém, prevalece a expectativa de que João Jorge terá apoio amplo no plenário. Lideranças da base avaliam que o atual vice-presidente não deve enfrentar dificuldade para obter os votos necessários.
A candidatura do MDB ganhou força antes da definição formal da Mesa Diretora, enquanto o PL ainda discute qual dos dois nomes levará à disputa. Isac Félix comanda o partido na capital, e Gilberto Nascimento atua como vice-líder do governo municipal.
Lideranças partidárias consideram que o PL pode abandonar a candidatura própria antes da votação de 15 de dezembro, caso a articulação em torno de João Jorge se consolide entre os vereadores.