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Quem é Miguel Vázquez, fundador do Ueno Bank, o Vorcado paraguaio

Federico Vázquez Imagem reprodução

O empresário Federico Miguel Vázquez Villasanti, presidente do Grupo Vázquez e ex-vice-presidente do Ueno Bank, está entre os detidos após o Banco Central do Paraguai intervir na instituição financeira. Aos 36 anos, ele comanda um conglomerado com mais de 20 empresas e passou a ocupar o centro da crise bancária e política no país. Com informações de noticias.uol.com.br.

Vázquez integrou o grupo controlador do Ueno Bank, instituição investigada por suspeitas de concessão de créditos a companhias ligadas aos controladores acima do limite previsto na legislação paraguaia. A regra estabelece que essas operações não podem superar 20% do patrimônio efetivo do banco.

O jornal paraguaio ABC Color informou que o Banco Central encontrou indícios de empréstimos acima desse teto legal. A autoridade monetária assumiu o controle do Ueno após identificar uma queda acentuada no índice de solvência da instituição.

Os depósitos públicos no banco saltaram de 70 bilhões para 3,45 trilhões de guaranis em pouco mais de dois anos. O avanço desses recursos ganhou atenção durante a intervenção e intensificou a pressão política sobre os sócios do grupo controlador.

Participação de Santiago Peña no grupo controlador

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, admitiu que investiu na Ueno Holding em 2019. Ele afirmou ter deixado a sociedade em março de 2025, antes da crise que atingiu o banco e levou à detenção de Vázquez.

A ligação anterior de Peña com a holding motivou pedidos de impeachment contra o presidente e o vice-presidente Pedro Alliana. A Câmara aprovou a abertura do processo contra Peña na quinta-feira (5), e o Senado retomou o julgamento na sexta-feira (6).

Vázquez iniciou a carreira aos 18 anos na Credicentro, empresa fundada por seu pai em 1984. Em 2022, a companhia passou a integrar a Ueno Holding, que se vinculou ao Grupo Vázquez.

Formado em finanças e gestão, Vázquez estudou no INCAE e participou de programas nas universidades de Miami e Harvard, conforme seu perfil profissional. A prisão em meio à crise levou veículos locais a compará-lo a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também envolvido em uma crise financeira no Brasil.