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Democratas avisam big techs ligadas a Trump: “Procurem um advogado”

Big techs
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, Jeff Bezos, fundador da Amazon, e Sundar Pichai, CEO da Alphabet e Google, em cerimônia de posse do presidente dos EUA, Donald Trump Foto: Julia Demaree Nikhinson/AFP

As big techs próximas de Donald Trump deverão enfrentar maior fiscalização do Congresso americano a partir de janeiro. Após a vitória democrata nas eleições legislativas, o deputado Robert Garcia resumiu o recado aos futuros alvos das apurações: “Procurem um advogado”.

Cotado para comandar a comissão de fiscalização da Câmara, Garcia pretende investigar negócios da família presidencial e suspeitas de corrupção empresarial. Segundo a Reuters, contratos públicos, relações com o governo e custos da expansão da inteligência artificial estão entre os assuntos que podem levar executivos a prestar explicações.

Com o controle das comissões, os democratas terão instrumentos para exigir documentos e convocar depoimentos. O novo Congresso toma posse em 3 de janeiro de 2027; o uso desses poderes depende também da organização dos trabalhos de cada colegiado.

Garcia detalhou parte de suas prioridades em entrevista coletiva na Califórnia e que pretende examinar doações empresariais para o salão de festas da Casa Branca e contratações sem concorrência, além de negócios de parentes de Trump.

O deputado também anunciou frentes sobre a atuação das autoridades de imigração e o caso Jeffrey Epstein. Os planos apresentados após a eleição ainda não representam conclusões sobre a existência de irregularidades nas empresas citadas.

A Casa Branca nega irregularidades. Em resposta à Reuters, a porta-voz Lauren Bis acusou os democratas de preparar investigações políticas e sem fundamento.