Diário do Centro do Mundo | O que interessa e nada mais

Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

Damares contraria PL e apoia Tereza Cristina na presidência do Senado

Damares Alves

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) declarou apoio à candidatura de Tereza Cristina (PP-MS) à presidência do Senado, eleição prevista para fevereiro de 2027. Ex-ministra de Jair Bolsonaro, Damares se definiu como uma das principais “cabos eleitorais” da colega.

O posicionamento a distancia da candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado. Damares faltou ao evento em que o parlamentar lançou seu nome para disputar o comando da Casa.

Damares tem dito a interlocutores que vê Tereza como o nome com maior viabilidade para derrotar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Na avaliação da senadora, a ex-ministra da Agricultura reúne respaldo em setores econômicos e adota um perfil mais pragmático.

Outro fator citado por Damares é a possibilidade de Tereza Cristina se tornar a primeira mulher a presidir o Congresso Nacional. Tereza nasceu em Campo Grande, tem 72 anos e lidera o Progressistas no Senado.

Tereza Cristina e Rogério Marinho disputam espaço na direita

Antes de chegar ao Senado, Tereza Cristina foi deputada federal entre 2015 e 2019 e comandou o Ministério da Agricultura no governo Bolsonaro, de 2019 a 2022. Empresária e produtora rural, ela mantém forte ligação com o agronegócio.

A senadora chegou a ser cogitada para integrar uma chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), como possível candidata a vice-presidente. O partido impediu a composição, e as conversas impulsionaram sua articulação para a disputa pelo Senado.

Rogério Marinho afirmou no lançamento de sua pré-candidatura que Tereza tem “legitimidade” para concorrer e a chamou de “companheira”. Ele pediu a aliados que não promovam ataques contra ela e disse haver um entendimento para que apenas o nome mais viável permaneça na disputa até o fim.

Aliados de Alcolumbre afirmam contar com apoio de MDB, PSD e do governo Lula para uma reeleição. Marinho busca os votos da bancada do PL, dos senadores do Novo e de dissidentes de outras legendas, enquanto Tereza procura apoio de parlamentares da direita não bolsonarista e de grupos insatisfeitos nos dois campos.