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Quaest: 56% dizem que Flávio Bolsonaro deixou o país para fugir da Justiça

O advogado Willer Tomaz com o senador Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução/Redes sociais

Pesquisa Quaest mostra que 56% dos brasileiros acreditam que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos para fugir da Justiça após sua derrota na eleição presidencial. Outros 35% avaliam que ele buscou se proteger de perseguição política.

A percepção de que Flávio Bolsonaro fugiu do país se relaciona às investigações dos casos Master e Willer Tomaz, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

No inquérito ligado ao banco de Daniel Vorcaro, investigadores apuram o destino de R$ 134 milhões que Flávio Bolsonaro pediu ao banqueiro para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, intitulada “Dark horse”. Já o processo que envolve o advogado Willer Tomaz trata de suspeita de lavagem de dinheiro por empresas ligadas a ele.

A sondagem ouviu 2.004 eleitores entre 30 de outubro e 2 de novembro, com margem de erro de dois pontos percentuais. A saída do filho de Jair Bolsonaro ocorreu cerca de 48 horas depois do resultado do segundo turno. Para 62% dos entrevistados, a decisão foi errada, enquanto 29% a consideraram acertada.

Outros índices trazidos pela pesquisa

Entre os eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas, 51% avaliam que Flávio Bolsonaro viajou para se proteger de perseguição política, enquanto 42% acreditam que ele tentou escapar da Justiça. A saída do país também divide esse grupo: 46% aprovam a decisão, e 45% a reprovam. Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, os números revelam uma fissura na direita e mostram que há espaço para diálogo democrático com eleitores que rejeitam a tese de perseguição e não concordam com o questionamento do resultado das urnas.

No conjunto dos entrevistados, 59% condenam a postura de Flávio diante do resultado eleitoral, contra 34% que a apoiam. O índice de aprovação às contestações é semelhante ao percentual de brasileiros que endossavam os questionamentos de Jair Bolsonaro às urnas em 2022.

Até entre os eleitores de Flávio no segundo turno, há resistência: 21% discordam da recusa em reconhecer o resultado e 24% consideram que ele se comportou mal após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na avaliação geral, 60% reprovam as atitudes do senador desde a eleição, enquanto 25% as aprovam.