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Bolsonarista que me atacou foi condenada também por mentir ao juiz. Por Jean Wyllys

Jean Wyllys

Publicado originalmente na fanpage do autor no Facebook

POR JEAN WYLLYS, deputado federal (PSOL-RJ)

As vitórias sobre Alexandre Frota por suas muitas mentiras a meu respeito não foram os meus únicos êxitos recentes na busca pela responsabilização de todos aqueles que insistem em recorrer a toda forma abjeta de calúnia em busca de lucros financeiros e políticos.

A Associação Brasil Nas Ruas, cuja presidenta é Carla Zambelli (agora deputada federal eleita pelo PSL de São Paulo), foi condenada pela Justiça por promover em várias redes sociais uma notícia falsa, atribuindo a mim, covardemente, uma fala falsa em defesa da pedofilia, assim como vários de seus colegas de partido – entre eles, o próprio Frota -. Como se não bastasse, no curso do processo a associação tentou enganar o juiz com mentiras para tentar anular a sentença, mas nossos advogados conseguiram provar que as alegações eram mentirosas e a associação, além de ser condenada pela fakenews, foi multada por mentir para o juiz. Quarenta mil reais de indenização, da qual não cabe mais recurso.

Hoje, também, Marcelo Valle Silveira Mello, criador de um fórum incel brasileiro dedicado à incitação do ódio contra pessoas de esquerda, negros, nordestinos, mulheres, judeus e LGBTs, além de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, foi condenado a 41 anos de prisão pelas ameaças e pela divulgação de notícias falsas envolvendo ativistas de esquerda como Lola Aronovich. Das discussões do seu grupo nasceram várias páginas incitando a morte de homossexuais, “estupros corretivos” contra lésbicas, entre outros. Textos que também incitavam a minha morte, além das ameaças e dos planos concretos de me assassinar em um atentado que contou inclusive com a visita às instalações da Câmara dos Deputados.

Deste grupo, também, surgiram Mallone Morais, preso em 2016, e André Luiz Gil Garcia, que há poucos meses atirou contra uma mulher desconhecida em uma praça e em seguida se suicidou. Há ligações também com Wellington Menezes de Oliveira, responsável pela chacina de Realengo.

Fui vice-presidente da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, dedico minha vida à defesa dos direitos civis e humanos, e não vou tolerar que mentiras e ameaças sejam cometidas impunemente. Espero que essa e outras decisões judiciais no mesmo sentido, que têm vindo à tona nos últimos tempos, sirvam de alerta para aqueles que acham que, por estarem atrás de uma tela de computador, podem difamar, mentir e promover o ódio sem responder por seus atos. Ninguém está acima da lei!