Não perca “Democracia em vertigem”! Por Paulo Henrique Amorim

Atualizado em 23 de junho de 2019 às 13:44
Democracia em Vertigem de Petra Costa. Foto: Divulgação

Publicado originalmente no blog Conversa Afiada

POR PAULO HENRIQUE AMORIM

historialista dos múltiplos chapéus é ardiloso: ele publica o mesmo texto, no mesmo dia, em dois jornais que ficam a 400 km de distância, um do outro, na era da internet!

O Globo e a Folha são as vitimas do ardil, como foram do predecessor do Gaspari, o Paulo Francis, que mentia descaradamente e foi, por isso, expulso da Fel-lha.

O Gaspari já teve o seu momento “intercept”!

Foi quando se soube que o Geisel combinava com o Figueiredo quem deveria morrer!

O Geisel, que o Gaspari esculpiu em mármore de Napolis como o “Sacerdote” da dupla com o “Feiticeiro”, que deu o Golpe de 1964 para salvar o Brasil do petebo-comunismo, porque o Jango só gostava de pernas: de coristas e de cavalos.

O Sacerdote e o Feiticeiro são os beneméritos de fluvial obra sobre o que Gaspari chama de “ditadura”.

Mesmo depois que se soube que Geisel mandava matar, Gaspari não confessou: não admitiu que de sacerdote Geisel não tinha nada.

Reagiu mais ou menos como Moro: não reconheceu o crime e, se fosse verdade, não tinha nada demais.

historialista produz nesse domingo 23/VI um ataque virulento, frontal ao magnífico filme “Democracia em vertigem”, de Petra Costa.

Magnífico é pouco!

É filme que informa, emociona e descreve com cenas originais e fortíssimas os passos que a extrema-direita (de que Gaspari foi e é um dos sacerdotes) deu para derrubar a Dilma e prender  o Lula.

Ela entrevistou Dilma e Lula em circunstâncias decisivas: quando Dilma foi derrotada na Câmara pela quadrilha do Eduardo Cunha (que o Janot deixou solto até perder a serventia); e no Sindicato dos Metalúrgicos, pouco antes de Lula se entregar (e cometer um dos mais graves erros de sua trajetória política…).

(É provável que o advogado da capitulação de Lula tenha sido o mesmo que defendeu Dilma e não ganhou nenhuma causa – o zé da Justiça).

A narrativa de Petra Costa se enriquece com a de sua família, ela mesma dividida entre duas partes: a que serviu à Andrade Gutierrez e à direita, e os pais que recorreram à luta armada e, milagrosamente, sobreviveram a sacerdotes e feiticeiros!

“Democracia em vertigem” é imperdível!

O que já se perdeu são os exemplares encalhados da obra gaspárica que, na editora Intrínseca, devem servir para alimentar ratos.

PHA