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Ciro faz o Brasil dançar à beira do precipício. Por Carlos Fernandes

Ciro gomes comenta que não irá apoiar Lula
Ciro Gomes

Após mais uma rodada de pesquisa de opinião do Instituto Ipespe, não restam mais dúvidas a respeito da cristalização da campanha presidencial de 2022 no Brasil.

Absolutamente nada de novo veio à tona, mantendo-se basicamente os mesmos números da rodada anterior, tudo corroborado pelos demais institutos com metodologia de pesquisa similar.

E sem nenhuma nuvem no horizonte visível que indique qualquer mudança de cenário, o que temos é uma eleição de dois candidatos diametralmente opostos cujo resultado implica, de um lado, a completa destruição do que ainda restou de país pós-golpe e, de outro, o início de uma necessária retomada de uma frágil democracia já tão surrada nos últimos anos.

O páreo, até por toda a experiência vivida nas eleições de 2018, não será fácil, mesmo levando-se em conta as diversas pesquisas de opinião que denotam uma real possibilidade de vitória ainda em primeiro turno do ex-presidente Lula, o lado bom da Força, apenas para pegarmos carona no recente apoio declarado pelo astro da franquia Star Wars.

O problema é que entre um lado e outro da contenda, existe uma planície a separá-los que, para quem deseja vencer em primeiro turno, faz toda a diferença.

Falamos, por óbvio, de Ciro Gomes.

Estagnado desde as primeiras consultas de intenção de votos, a candidatura do ora pedetista traz a curiosa particularidade de ao mesmo tempo de não o levar a lugar nenhum (a não ser à vergonha de terminar o primeiro turno com a metade dos votos que amealhou em 2018), ser também o fiel da balança para que possamos dar fim ao pior governo de toda a história republicana desse país já na primeira etapa das eleições de outubro.

E ninguém ignora a importância, do ponto de vista civilizacional, de uma vitória não só eleitoral, mas sobretudo política já em primeiro turno sobre esse desastre ambulante a que chamamos de governo Bolsonaro.

Daí pergunta-se: sem dúvida ciente de tudo o que representa essas eleições para o futuro desse país, por que Ciro insiste em dar prosseguimento a uma campanha que claramente só tem servido para garantir Bolsonaro no segundo turno?

A resposta pode não ser agradável, mas dadas as evidências, é, no mínimo, incontornável.

Sabemos todos, e não é de hoje, que Ciro Gomes é governado por um terrível temperamento irascível, completamente desaconselhável para quem se quer um homem público, e em muito agravado por um sentimento descaradamente narcisista que não lhe permite sequer pensar em não ser o centro das atenções.

Ainda que a realidade fria dos fatos nunca tenha o colocado nem próximo dessa posição.

O fato é que o rancor que nutre e carrega consigo contra Lula e o Partido dos Trabalhadores aliado a um descabido e despropositado culto à própria personalidade o fazem preferir que o Brasil que tanto diz amar se despedace nas mãos bolsonaristas a fazer um gesto de grandeza e dar fim de vez a uma campanha que o próprio povo brasileiro já efetivamente descartou.

Para usar palavras que ele próprio tanto usou para se referir a Lula, hoje mais do que nunca é Ciro Gomes quem convida o Brasil a dançar à beira do precipício.

E como sabemos que ele não deixará de rodopiar insanamente às margens do abismo, resta saber se quem ainda o apoia continuará, por mais uma vez e com resultados já tão conhecidos, dando a mão a ele nesse balé macabro ou irá deixá-lo sozinho em seu egoísmo galopante enquanto real e efetivamente faz alguma coisa em defesa do nosso Brasil.

Publicado originalmente na página do Facebook do Carlos Fernandes

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