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Prótese peniana mais cara foi para uma melhor ereção, diz Exército ao TCU

imagem de próteses penianas na mão de uma pessoa, que usa luvas na cor azul.
Hospitais enviaram notas de esclarecimento ao TCU sobre o assunto. Foto: Shutterstock

Dois hospitais do Exército Brasileiro afirmaram ao Tribunal de Contas de União (TCU) que compraram R$ 3,5 milhões em próteses penianas infláveis porque são mais semelhantes com a “ereção fisiológica”. De acordo com os militares, as próteses maleáveis, 33 vezes mais baratas, faria com que o paciente tivesse que “dobrar o pênis para vestir uma roupa”.

As informações foram enviadas pelos hospitais militares na semana passada ao TCU, responsável por apurar o uso de dinheiro público pelo Exército para comprar próteses penianas no ano de 2021. A investigação, que tem como relator o ministro Vital do Rêgo, foi solicitada no mês passado pelo deputado Elias Vaz (PSB-GO) e pelo senador Jorge Kajuru (Podemos-GO).

Ministério da Defesa adquiriu quase duzentas próteses em dois anos

Nos últimos dois anos, o Ministério da Defesa comprou cerca de 170 próteses maleáveis por R$ 267,5 mil, e 60infláveis, por R$ 3,5 milhões. A prótese maleável, que é autorizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pela Agência Nacional de Saúde (ANS), custa 3% do que foi pago pelos militares. De acordo com os hospitais, as próteses maleáveis custaram de R$ 1.535 a R$ 1.700 e as infláveis foram de R$ 50.150 a R$ 60.717.

Até agora, apenas dois hospitais militares enviaram explicações ao tribunal: o Hospital Militar de Área do Recife, na quinta-feira (26), e o Hospital Militar de Área de Campo Grande, na sexta (27).

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