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Randolfe vai ao STF contra decisão da PGR de arquivar denúncias da CPI da Covid

Randolfe vai recorrer da decisão da PGR de arquivar denúncias da CPI da Covid contra Bolsonaro. Foto: Reprodução

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, disse nesta segunda-feira (25) que vai ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivar as denúncias contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), abertos após a entrega do relatório final da investigação no Senado.

As manifestações foram assinadas pela vice-procuradora-geral Lindôra Araújo. Randolfe afirmou que vai pedir também a intimação pessoal do procurador-geral da República, Augusto Aras, para explicar o motivo do arquivamento e, caso ele confirme a decisão, pedirá a abertura de inquérito por prevaricação de Aras e Lindôra.

No Twitter, o senador chamou a decisão da Procuradoria de “um insulto às quase 700 mil vítimas da Covid-19 no país. Augusto Aras, com este ato, se torna cúmplice dos crimes cometidos e rebaixa a PGR à condição de cabo eleitoral de Bolsonaro”.

A CPI apurou supostos crimes de epidemia, tais como prevaricação, infração de medida sanitária, charlatanismo e emprego irregular de verba pública. No relatório final, a comissão acusou Bolsonaro de ter cometido nove crimes.

O senador ainda questionou Aras sobre as declarações do presidente sobre cloroquina e vacinas. “Pergunto ao Sr. Augusto Aras: como se arquiva a dor de um filho que perdeu um pai porque Bolsonaro mandou usar cloroquina? Como se arquiva a dor de uma mãe que perdeu um filho porque o governo não comprou vacina? Pergunto ainda: onde o Sr arquivou a sua consciência?”.

Mais cedo, os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Omar Aziz (PSD-AM), relator e presidente da CPI, respectivamente, também criticaram a decisão da PGR.

“Depois de ilusionismos jurídicos por quase 1 ano, a PGR sugere engavetar as graves acusações contra Bolsonaro durante a pandemia. A blindagem, às vésperas da eleição, não surpreende ninguém”, afirmou Calheiros no Twitter.

“O pedido de arquivamento das investigações abertas a partir do que levantamos na CPI da COVID é um desrespeito à memória e às famílias das mais de 670 mil vítimas da pandemia. Sempre disse que a CPI não buscava vingança”, disse Aziz.