Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

Governo demite diretor do MEC investigado, aliado de Lira, por desvios em kits de robótica

Alexsander Moreira, funcionário comissionado do MEC desde 2016, teria participação em esquema de compra de kits robótica. (Foto: Reprodução)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou Alexsander Moreira, agora ex-diretor de Apoio à Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação). A exoneração foi publicada na edição desta segunda-feira (5) do DOU (Diário Oficial da União), mas a decisão é válida desde 1º de junho.

Alexsander é um dos alvos da Polícia Federal (PF) na operação que investiga fraudes e lavagem de dinheiro na venda de kits de robótica para escolas em Alagoas. O setor no qual ele trabalhava é responsável por avaliar o cumprimento de metas do PNE (Plano Nacional de Educação) pelos municípios e recomendar o repasse de verbas.

Moreira teria envolvimento no desvio de dinheiro do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Entre 2019 e 2022, licitações de kits robótica foram feitas para 43 municípios em Alagoas com dinheiro do FNDE, ligado ao MEC.

Além do envolvimento com licitações fraudulentas, o investigado possui forte proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele atuou como coordenador de redes de infraestrutura educacional durante a gestão do ex-capitão. No atual governo, chefiado por Lula, ele virou diretor de Gestão Educacional. Moreira também é apontado como aliado do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Imagem: Reprodução

A PF aponta a empresa Megalic como principal companhia que teria participado do esquema. A empresa é fornecedora dos equipamentos de robótica para as prefeituras do estado de Alagoas.

Nas investigações, a PF descobriu que Alexsander teve mais de R$ 737 mil em movimentações financeiras consideradas suspeitas. Parte dessas movimentações são depósitos em dinheiro vivo em suas contas, realizados entre outubro de 2021 e novembro de 2022.

Alexsander recebeu três depósitos que chamaram a atenção da PF. O autor dos pagamentos foi um homem cuja empresa foi representada por Edmundo Catunda, sócio da Megalic.

Além das movimentações suspeitas, o diretor afastado do MEC trabalhou durante dois anos na Pete, a fornecedora dos equipamentos robóticos da Megalic.

Participe de nosso grupo no WhatsApp, clique neste link
Entre em nosso canal no Telegram, clique neste link