A 100 dias das eleições, indefinição domina corrida por governos estaduais

Atualizado em 26 de junho de 2026 às 18:36
Urna eletrônica exibida em evento do TRE-RJ no Rio
Urna eletrônica em evento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, no Rio. Foto: Reprodução.

A 100 dias do primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, a maioria dos estados ainda não tem quadro fechado de pré-candidatos aos governos estaduais e ao Senado. O levantamento do G1 aponta indefinição em disputas relevantes e mostra que convenções partidárias ainda podem redesenhar alianças e chapas.

Foi considerado apenas políticos que anunciaram publicamente a pré-candidatura. As convenções partidárias, previstas entre 20 de julho e 5 de agosto, definirão formalmente candidaturas, coligações e composições para as disputas majoritárias.

Em São Paulo, a desistência de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) deve levar a uma disputa inédita, com possibilidade de definição já no primeiro turno. Entre partidos com representação na Câmara dos Deputados, apenas Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) aparecem confirmados como pré-candidatos ao governo paulista.

Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão entre os poucos estados em que alianças já aparecem confirmadas. Em outras unidades, como Alagoas, Minas Gerais, Amazonas e Espírito Santo, os principais partidos ainda não concluíram a definição dos nomes para governo.

Em Alagoas, João Henrique Caldas (PSDB), o JHC, deixou a Prefeitura de Maceió para concorrer às eleições, mas ainda não confirmou se disputará o governo estadual. Em Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos) aparece entre os nomes cotados, sem anúncio formal de pré-candidatura.

Candidatos ao governo de SP. Foto: Divulgação

No Piauí, Mainha (Podemos), Lúcia Santos (PSDB) e Jesus Rodrigues (Cidadania) lançaram seus nomes, mas podem fechar uma chapa única a depender das pesquisas. No Mato Grosso, Jayme Campos (União) manifestou interesse em disputar o governo, mas o partido ainda não confirmou a candidatura.

No Amazonas, o campo governista liderado pelo ex-governador Wilson Lima (União Brasil), pré-candidato ao Senado, não confirmou se o atual governador Roberto Cidade (União Brasil) tentará a reeleição. No Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB) é o único pré-candidato oficialmente declarado ao governo, enquanto Renato Casagrande (PSB) é o único nome confirmado para o Senado.

A indefinição também atinge as disputas ao Senado em estados como Ceará e Paraná. No Ceará, a dúvida envolve as chapas da situação e da oposição; no Maranhão, Roseana Sarney (MDB), deputada federal e ex-governadora, aparece com destaque em pesquisas eleitorais, mas ainda não oficializou pré-candidatura.

Há casos em que a disputa depende de decisões judiciais. No Distrito Federal, a dúvida envolve a possibilidade de o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) concorrer ao governo ou permanecer barrado pela Lei Ficha Limpa; em Sergipe, Valmir de Francisquinho (Republicanos) tenta sustentar a candidatura após obter em janeiro de 2026 uma liminar do STJ que suspendeu condenação por improbidade administrativa.

Em Roraima, Denarium (Republicanos), pré-candidato ao Senado, foi declarado inelegível por oito anos em abril e deve recorrer da decisão. No Acre, o ex-governador Gladson Camelí (PP), também pré-candidato ao Senado, recorre de uma condenação do STJ registrada em maio.

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