A anistia à dívida de R$ 1 bi das igrejas evangélicas mostra que elas são a milícia mais poderosa do Brasil

Benedita da Silva e Jandira Feghali votaram a favor do perdão da dívida das igrejas

Não há poder paralelo maior, no Brasil, do que o das igrejas evangélicas.

Ninguém, de partido algum, é capaz de desafiá-las.

Por unanimidade, o PCdoB apoiou em peso o projeto de perdão da dívida dessas organizações.

No PT, Benedita da Silva, Carlos Zarattini, José Ricardo, Padre João, Rejane Dias, Zé Neto e Zé Ricardo participaram da presepada em nome do Senhor e do dízimo.

O valor chega a quase R$ 1 bilhão.

O PL foi aprovado no Congresso Nacional e aguarda a aprovação de Bolsonaro. O autor da emenda é David Soares (DEM-SP), filho do pastor RR Soares.

A empresa religiosa de Soares acumula R$ 144 milhões em débitos inscritos na Dívida Ativa da União — terceira maior da lista.

Falta a sanção de Bolsonaro, que ocorrerá na sexta.

Um parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, ligada ao Ministério da Economia, recomendou ao governo o veto.

De acordo com o parecer da PGFN, a emenda é inconstitucional, por determinar renúncia de tributos sem apontar compensações na receita.

As igrejas são, hoje, conglomerados que vendem inúmeros produtos.

A conta fica para nós pagarmos. 

Ficamos combinamos que os Felicianos, Edires e Malafaias merecem ter milhões sem ser taxados no CNPJ porque Deus quis assim.

Um bando de otários, que sustenta esse bando, sequestrou o Brasil e nos arrastou junto.

Jandira Feghali disse que foi orientação do partido. Papo furado. E a consciência? Foi para o buraco.

O partido, por sua vez, deu uma explicação fuleira, citando o pobre Jorge Amado, que não tem como se defender.

O PL garantiria a liberdade religiosa, alegam os comunistas, e isenta todos os templos de tributação. É exatamente o problema.

Para simplificar, é medo de retaliação dos bispos. 

Perto dessas igrejas, as milícias do Rio não são de nada.

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