
A campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo pretende utilizar dados sobre violência contra mulheres para criticar a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A estratégia envolve a divulgação de indicadores de segurança pública e a apresentação de propostas voltadas ao tema. Com informações do Metrópoles.
De acordo com os dados da Secretaria da Segurança Pública, o estado registrou aumento de 45% nos casos de feminicídio em fevereiro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A campanha avalia usar esses números para sustentar críticas à política de segurança adotada pela atual gestão.
Entre as propostas em discussão estão a ampliação do horário de funcionamento das delegacias da mulher, além de medidas de apoio às vítimas, como oferta de abrigos e incentivo à inserção no mercado de trabalho.
A iniciativa busca dialogar com o eleitorado feminino no estado. Pesquisas Genial/Quaest indicam que a aprovação de Tarcísio entre mulheres caiu de 57% para 48% nos últimos oito meses.

A queda na avaliação é considerada um ponto de atenção pela equipe do governador. Em resposta, a gestão adotou medidas administrativas relacionadas à participação feminina em cargos de liderança.
Entre as ações, está a nomeação da coronel Glauce Anselmo Cavalli como primeira mulher comandante-geral da Polícia Militar do estado. Também houve recondução de Luciana Jordão à Defensoria Pública.
O governo estadual ainda indicou cinco mulheres para vagas no Tribunal de Justiça e no Ministério Público de Contas. As medidas foram adotadas no contexto de reorganização administrativa e institucional.
A disputa eleitoral para o governo de São Paulo em 2026 inclui estratégias voltadas a diferentes segmentos do eleitorado. A campanha de Haddad avalia intensificar ações relacionadas à segurança pública e políticas para mulheres.