A aula de sobrevivência dos Stones no festival de Glastonbury

Com idade agregada de 276 anos, a maior banda de rock saiu aclamada de Glasto.

 

Eles
Eles

O festival de Glastonbury é o mais importante da Inglaterra. Existe há 43 anos. É uma ideia de Michael Eavis, que quis fazer um concerto em homenagem a Jimi Hendrix um dia depois de sua morte. Acontece numa fazenda, foi inevitavelmente influenciado pela cultura hippie e hoje é uma empresa lucrativa.

Virtualmente todos os grandes nomes passaram por lá. Faltavam os Stones, que acabaram de corrigir essa injustiça. Jagger, Richards, Watts e Wood fizeram um show de mais de duas horas em que 170 mil pessoas cantaram e dançaram cada música. Jagger agradece quem os estava vendo pela primeira vez.

Fizeram uma homenagem. Factory Girl, do disco Beggar’s Banquet, virou Glastonbury Girl A fábrica de hits varou a noite. Mick Taylor, o gênio guitarrista substituído por Ron Wood nos anos 70, fez uma participação em “Midnight Rambler” e voltou para a fatídica “Satisfaction” no bis.

Não há show de rock melhor do que o dos Stones. É uma aula de tudo. Mick Jagger vai fazer 70 anos correndo mais, em 120 minutos, do que você andou em um mês. De banda mais perigosa do mundo eles se transformaram num exemplo de sobrevivência. De autoparódias a clássicos. Simplificando: velhos são aqueles que os chamam de velhos.

É um fenômeno que não passou batido para os jovens que lotaram a fazenda de Glasto. O espetáculo dos velhotes tem mais energia do que o do Arctic Monkeys. Depois a festa continuou no hotel Babington House, onde 20 quartos foram reservados para os convidados.

“Foi a melhor edição de Glasto que eu fiz, sem sombra de dúvida”, disse Eavis, que organiza o evento com a filha Emily.

Se Richards apresentava uma barriga sob a camiseta cor de rosa, Jagger parecia mais magro e serelepe do que há 30 anos, fruto de uma disciplina nazista que inclui aulas de balé, ioga e uma dieta etíope. Colocou a plateia na mão e fez o que quis com ela, como sempre.

Ao tocar para uma nova geração de fãs, a maior indústria do rock’n’roll azeitou suas máquinas, mais uma vez, de uma maneira admirável. No final dos três dias de festival, uma pesquisa foi feita para saber do público qual o grupo que tinha de tocar no ano que vem. Você ganha um pirulito se acertar o nome.

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