
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve condicionar o apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República a uma retratação do senador. A posição ocorre em meio à pressão de aliados para que lideranças do PL reforcem a campanha, enquanto o tema passou a circular também nos bastidores envolvendo o nome de Michelle. Com informações do SBT News.
Na quinta-feira (2), Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais para pedir que eleitores deixem de apoiar candidatos que não manifestem apoio a Flávio. A mensagem teve como principal alvo o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), embora outros nomes do partido também tenham sido incluídos nas articulações políticas. Mesmo com mais de 8 milhões de seguidores, Michelle não utilizou suas redes para promover a candidatura nem participou de atos políticos do senador.
A ex-primeira-dama, que é apontada como possível candidata ao Senado pelo Distrito Federal, segue atuando de forma seletiva nas redes sociais, onde já declarou apoio a outros nomes, como Carol de Toni (PL-SC). O distanciamento ocorre após declarações feitas por Flávio em dezembro, quando ele a classificou como “autoritária” e “constrangedora”. Agora, aliados tentam viabilizar um encontro entre os dois, com expectativa de um pedido de desculpas.

Interlocutores próximos avaliam que uma manifestação de Jair Bolsonaro em favor da campanha do filho pode influenciar a posição de Michelle. Em carta divulgada em março, o ex-presidente afirmou que lamentava críticas dirigidas por integrantes da direita a aliados e à própria esposa, além de indicar que ela só ingressaria na política após aquele período.
Até o momento, Michelle mantém distância da campanha presidencial e concentra suas atividades no acompanhamento da saúde de Jair Bolsonaro, que passou ao regime domiciliar após agravamento de seu quadro clínico.