A “democracia judicial”: ‘pequeno’ Jornal GGN, de Nassif, não pode falar do grande BTG Pactual

Publicado originalmente no blog do autor

Por Fernando Brito

Nassif

No Brasil, não basta ser Davi.

Enfrentar Golias, aqui, é ter de manejar a funda de mão atada e de boca fechada.

O juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, da 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro, proibiu o Jornal GGN, de Luís Nassif, de publicar – ou manter “no ar” aquilo que já publicou – sobre o Banco BTG Pactual, fundado por Paulo Guedes e que tem em sua direção André Esteves, nome citado em vários escândalos da República.

Reparem que não é deixar de fazer tal ou qual acusação específica ao banco, mas de tudo o que o banco considera ofensivo e capaz – parabéns, Nassif, por terem admitido isso – pudesse abalar a imagem do banco.

A censura voltou com força no Brasil, em proveito dos grandes capitais.

Nassif, claro, vai reverter esta decisão absurda em segunda instância.

Mas é apavorante aquilo em que o Judiciário brasileiro está se tornando.

“Cala a boca” não morreu, e vive nos tribunais brasileiros.

O jornalismo do DCM precisa de você para continuar marcando ponto na vida nacional. Faça doação para o site. Sua colaboração é fundamental para seguirmos combatendo o bom combate com a independência que você conhece. A partir de R$ 10, você pode fazer a diferença. Muito Obrigado!