A direita, as mentiras e as ignorâncias. Por Moisés Mendes

Bolsonaro e as fake news

Publicado originalmente no blog do autor

Por que a direita mundial (e não só a brasileira) descobriu que é fácil eleger os seus, depois de disseminar mentiras e crueldades contra as esquerdas, negros, gays, índios? Porque a ignorância era maior até do que a imaginada até pela extrema direita.

Em entrevista a Paulo Moreira Leite, para o Brasil 247, o embaixador aposentado José Maurício Bustani, aliado dos que tentaram evitar a invasão do Iraque pelos americanos, como diretor-geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas, diz que até hoje 50% dos americanos acreditam que Saddam Hussein tinha mesmo armas químicas.

Bolsonaro, por obra de Carluxo e seus robôs, descobriu como fazer aqui o que eles fazem lá há muito tempo. Com dois ou três torpedos pelo whatsapp, um fato está criado e se reproduz com facilidade entre parentes, amigos, colegas, vizinhos e cúmplices eventuais de ódios e difamações.

É o que Renato Janine Ribeiro identifica como a perversidade do entretenimento camuflado como troca de informações. A disseminação de Fake News é muitas vezes uma diversão cruel que se propagada como contraponto à chatice do jornalismo ou de qualquer tentativa de reflexão dita séria.

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