A direita que se submeteu ao fascismo decide ficar quieta. Por Moisés Mendes

Atualizado em 30 de outubro de 2026 às 22:07
O senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí
O senador Ciro Nogueira (PP-PI). Foto: Carolina Curi/Agência Senado

Ninguém pede bom senso a fascistas, mas os líderes da velha direita não bolsonarista não dirão nada sobre as listas de sabotagem e perseguição a empresas e profissionais de cidades do interior?

A velha direita abrigada no PP, no PSD e até em partes do MDB e do PDT vai ficar calada? Essa direita será mesmo apenas um puxado do bolsonarismo no Rio Grande do Sul e em outros Estados?

A velha direita gaúcha já teve conservadores de alta qualidade. Hoje é subserviente às ordens do grupo liderado por dois foragidos e um presidiário.

Manifestantes bolsonaristas bloqueiam rodovia, em imagem de arquivo
Imagem de arquivo de bloqueio bolsonarista na rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos (SP). Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo

CACHORRADA
Já sabemos de pedidos de desculpa de extremistas que tocaram o apito, acionaram a cachorrada e agora se dizem arrependidos. Não basta.

O Ministério Público terá que fazer desta vez o que não fez em 2018 e em 2022. É legítimo, entre outras iniciativas, que o Ministério do Trabalho responda às ações neonazistas com uma “lista suja” de empresas que praticam o assédio eleitoral.

É preciso expor os perseguidores, como já se faz com os escravistas. Mas as empresas vingativas são uma parte da estrutura de perseguição a eleitores de Lula. Os autores e disseminadores de listas não podem ficar impunes mais uma vez.

É fajuta a desculpa de que que os autores das listas não são identificáveis. Se polícia e MP não conseguem identificá-los, que se declarem incapazes.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/