
Um ator americano interpreta Bolsonaro no filme do Vorcaro porque toda a família se considera americana. Eduardo mora nos Estados Unidos, Flávio deu uma entrevista recente em que disse frases em inglês, para enviar mensagens aos americanos.
O pai deles usava boné de Trump exaltando a América grande de novo. Bolsonaro sempre quis ser americano. O único brasileiro genuíno da família é Carluxo, que nasceu e sempre viveu no Rio e se naturalizou catarinense para enfrentar Esperidião Amin na disputa de uma das vagas ao Senado.
O resto é americano. O filme é americano, o diretor é americano, o protagonista é americano, o dinheiro do Vorcaro para o filme foi parar, em dólares, num fundo americano. Mas Flávio, por modéstia, quer ser presidente do Brasil, e não dos Estados Unidos.
A verdade é que todo bolsonarista, mesmo não tendo bandeira americana na frente da casa e mesmo sendo pobre e morando em Sorocaba ou em Quaraí (e muitos moram mesmo na Lua), se sente um pouco americano, além de se identificar sempre com os ricos, que se acham americanos.