A família Bolsonaro queria ser americana. Por Moisés Mendes

Atualizado em 24 de maio de 2026 às 21:22
Jim Caviezel na filmagem da cena da facada em Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Um ator americano interpreta Bolsonaro no filme do Vorcaro porque toda a família se considera americana. Eduardo mora nos Estados Unidos, Flávio deu uma entrevista recente em que disse frases em inglês, para enviar mensagens aos americanos.

O pai deles usava boné de Trump exaltando a América grande de novo. Bolsonaro sempre quis ser americano. O único brasileiro genuíno da família é Carluxo, que nasceu e sempre viveu no Rio e se naturalizou catarinense para enfrentar Esperidião Amin na disputa de uma das vagas ao Senado.

O resto é americano. O filme é americano, o diretor é americano, o protagonista é americano, o dinheiro do Vorcaro para o filme foi parar, em dólares, num fundo americano. Mas Flávio, por modéstia, quer ser presidente do Brasil, e não dos Estados Unidos.

A verdade é que todo bolsonarista, mesmo não tendo bandeira americana na frente da casa e mesmo sendo pobre e morando em Sorocaba ou em Quaraí (e muitos moram mesmo na Lua), se sente um pouco americano, além de se identificar sempre com os ricos, que se acham americanos.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/