
Texto que retiro da internet da página oficial do Fórum da Liberdade, que se realiza na PUC de Porto Alegre desde ontem e será encerrado hoje:
“O prêmio Liberdade de Imprensa homenageia indivíduos dedicados ao desenvolvimento do pensamento crítico e à defesa e valorização da liberdade de imprensa. Nesta edição, o escolhido foi André Marsiglia.
– A minha liberdade não está resumida a nada, e não pode estar. Ela deve ser ampla o suficiente para não ter significado nenhum – afirmou Marsiglia em seu discurso.
Ele ainda completou:
– A palavra não é perigo, não é arma, não é golpe de Estado. Se ela te ofender, você é o problema.
Em seguida, Luciano Hang recebeu o prêmio Libertas, dedicado àqueles que, por sua atuação, contribuem para a valorização da liberdade, do empreendedorismo e da livre iniciativa. A fala de agradecimento do homenageado destacou as atuais dificuldades dos empresários no país”.
Vamos repetir o que está no texto. O homenageado com o prêmio Liberdade de Imprensa diz, com certo radicalismo: “A palavra não é perigo, não é arma, não é golpe de Estado. Se ela te ofender, você é o problema”.
Ao lado do autor da frase, premiado também por sua defesa das liberdades, Luciano Hang, o véio da Havan, que processa jornalistas pelo que pensam e dizem.
Será que Marsigilia diria ao véio da Havan, no palco da PUC, olhando na sua cara, o que disse na sua palestra: Se a palavra te ofende, você é o problema.
Luciano Hang é o maior processador de jornalistas do Brasil. Eu sei porque sou um deles. Um dos processos está parado há quase quatro anos em Santa Catarina.
Por quê? O que vocês acham? É razoável? É normal? Por que engavetar um processo? Para esperar o melhor momento para decidir? Para amordaçar o réu?
Esses são os paladinos da liberdade, que só é boa quando se expressa pelos poderosos e, de preferência, ativistas de extrema direita fantasiados de liberais.