A favor de prisão em 2ª instância, Huck recorreu ao STJ contra condenação por “apropriação”. Por Kiko Nogueira

Joesley e Huck em Angra

Luciano Huck, candidato à presidência em 2022, fez demagogia vagabunda nas redes.

“P/ constar; sou a favor da execução das decisões criminais após o 2º grau. Pq alinha o Brasil c/ o padrão mundial da justiça penal”, escreveu.

“Pq a impunidade e os incentivos errados fizeram disparar a corrupção e violência no país. E por entender q esta é uma vontade legítima da sociedade.”

O “padrão mundial” de Huck é o mesmo de Bolsonaro.

Ele construiu construiu uma mansão na Ilha das Palmeiras, em Angra do Reis, que lhe deu vários problemas na Justiça.

Fora beneficiado por um decreto do então governador Sérgio Cabral, um de seus famosos ex-amigos, que mudou a legislação ambiental.

Tratava-se da “lei Luciano Huck”.

Em 2017, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro ordenou-lhe que retirasse boias que cercavam a propriedade e pagasse uma indenização de R$ 40 mil por danos morais coletivos causados pela degradação do meio ambiente.

Huck, segundo o MP, usou “um pretexto para legitimar a apropriação de bem de uso comum do povo”.

Quatro anos antes, quando foi condenado, o sujeito alegou que a cerca se destinava à maricultura, o que é uma cascata.

Entrou com uma série de recursos de defesa tentando reverter a condenação em segunda instância.

O apresentador foi até o STJ para rediscutir sua punição.

Uma paisagista que trabalhou na Paraty House dos Marinhos falou ao DCM sobre como funciona a picaretagem da maricultura.

Na verdade, os bacanas cultivam uma fazenda marinha de mentira para impedir acesso de banhistas e barcos indesejáveis. As lanternas (estruturas onde os moluscos ficam armazenados) servem de obstáculo.

Para Luciano Huck, justiceiro bolsomorista de ocasião, “vontade legítima da sociedade” é boa desde que em outras praias.

Huck e a mulher Angélica na mansão em Angra: “maricultura” para manter a praia limpa de gente

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