A foto com Moro em Nova York é mais um passo da campanha de Doria a presidente. Por Kiko Nogueira

Doria, Moro e senhoras em Nova York

Com as atenções focadas em Moro pelo conjunto da obra tucana, esqueceu-se do co-protagonista da foto no evento “Pessoa do Ano”, no Museu de História Natural, em Nova York.

João Doria postou o retrato em suas redes com uma alusão a uma “noite especial aqui em NY”.

Doria está em campanha. E não é para governador, mas para presidente.

Nunca largou o osso e conta com a agonia lenta e patética de seu mentor, Geraldo Alckmin — que sabe muito bem que tem JD nos calcanhares e tenta não facilitar.

A última pesquisa CNT/MDA registrou o crescimento da rejeição a Geraldo.

Seu potencial de votos caiu de 38% em março para 31,9% e o número de entrevistados que falou não votar nele “de jeito nenhum” aumentou de 50,7% para 55,9%.

Doria aprendeu com os erros.

Está brigando pela vaga em silêncio. A avaliação entre seu time é de que o estilo traíra despudorado causou desgaste.

Terá mais facilidade para atrair o eleitor de Bolsonaro. O discurso liberal cai melhor nele do que no Geraldo. 

Segundo Mônica Bergamo, voltou a circular a ideia de deslocar Doria para vice na chapa de Alckmin.

“Ele deixaria o caminho livre para França disputar o governo de SP, evitando uma disputa sangrenta no estado, e daria musculatura ao ex-governador”, diz a coluna.

Alckmin, por sua vez, mexe seus pauzinhos.

Neste ano, o Ministério Público de SP passou a mover ações em série contra JD. Uma delas, meio absurda, por improbidade administrativa pelo uso da marca “#Acelera SP”.

Nessa guerra surda, o histriônico João Doria só espera o amigo assumir o rigor cadavérico para engoli-lo.