
Há setores das esquerdas gaúchas assustados com a virulência do debate entre os pró-Pretto e pró-Juliana nas redes sociais.
O confronto se intensificou com a decisão do PT nacional de impor Juliana Brizola (PDT) como a sua candidata e de Lula, e descartar Edegar Pretto (PT), ex-deputado e presidente da Conab.
Antes mesmo da eleição poderemos medir as sequelas desse embate que faz a festa do fascismo. Pretto já era considerado o nome do PT para enfrentar o bolsonarista Coronel Zucco (PL).
Já sabemos que serão grandes os estragos no desfecho da guerra das cassandras de um e de outro lado, na linha manjada do ‘eu avisei’.
Os julianistas e prettistas dirão que alertaram e não foram ouvidos, se os resultados não forem os esperados na eleição estadual.

Mas Juliana na cabeça é o que Lula deseja para a articulação nacional com o PDT, apesar da situação ruim para o trabalhismo e o brizolismo.
O PDT perdeu oito dos 17 deputados na Câmara e ficou com apenas nove, na recente janela partidária que permitia troca de partidos.
O PDT tem 50 das 497 prefeituras no Rio Grande do Sul. Fica em terceiro lugar, atrás de PP com 164 e MDB com 125. O PT tem 18 prefeitos.
Mas a bancada federal do PDT é de dois deputados e a do PT tem seis. Na Assembleia, o PT tem 11 deputados e o PDT tem cinco.
As esquerdas gaúchas têm a tradição dos embates internos, uma marca afirmada pelo PT, mas nunca tinha visto, desde 2002, nada igual com o que acontece agora.
Naquele ano, Olívio (que era governador e tentaria a reeleição) e Tarso (que era prefeito de Porto Alegre) disputaram uma prévia pela candidatura do PT ao governo do Estado.
Tarso venceu a prévia, mas perdeu a eleição para o Germano Rigotto (então PMDB),e muitos colocaram a culpa no racha das prévias.